Liceu Francês do Porto lança no próximo ano letivo programa que aproxima ensino do mercado de trabalho

ShiftED visa capacitar jovens para os desafios profissionais do futuro. MDS e Católica Porto Business School são mentoras do projeto idealizado e produzido pela CoCreating LAB, em parceria com várias empresas que se unem para aproximar o ensino da evolução do mercado de trabalho.

Liceu Francês do Porto lança no próximo ano letivo programa que aproxima ensino do mercado de trabalho
Leitor 601fe899739fc Teleescola.png

A agência de marketing CoCreating LAB, em parceria com as empresas XPENG (Salvador Caetano), Knok, scale-up portuguesa na área de healthcare, Google e Konica Minolta, criaram um “projeto transformador” que envolve o setor empresarial e a academia. MDS e Católica Porto Business School são mentoras e o Lycée Français International de Porto vai implementar o programa ao longo do próximo ano letivo 2025/2026.

Projeto antecipa futuro do mercado de trabalho, no qual 65% das atuais crianças deverão trabalhar em profissões ainda inexistentes e em que as tecnologias serão responsáveis pela criação de 170 milhões de novos empregos e eliminação de 92 milhões até 2030.

ShiftED – Educação Muda o Futuro, assim se designa, visa capacitar jovens para os desafios profissionais do futuro.

No Lycée Français International de Porto, o programa vai complementar o currículo pedagógico dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, concebido para desenvolver competências essenciais nos alunos dos 6 aos 18 anos, aumentando a sua preparação para os desafios profissionais do futuro”.

Terá um formato interativo de networking que envolve alunos, famílias, empresas e especialistas e focar-se-á em áreas estratégicas que constituem pilares na evolução do mercado do trabalho, como a transformação digital e Inteligência Artificial (IA), sustentabilidade e inovação social, e literacia financeira.

“A ideia deste projeto surge numa tomada de consciência de que o mundo está a evoluir a uma velocidade vertiginosa. A formação de futuros profissionais de excelência passa, inevitavelmente, por dotá-los de literacia digital e tecnológica”, explica Sofia de César Machado, vice-presidente do Lycée Français International de Porto. Acrescenta: “Esta preparação não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma necessidade absoluta para garantir a sua adaptação e protagonismo num futuro cada vez mais moldado pela IA”.

Por seu turno, João Rangel Vieira, diretor geral de Tecnologia da MDS e CEO da Solutions 360, explica que o projeto “nasce da convicção de que é fundamental aproximar o ensino do mundo empresarial, através de experiências formativas inovadoras e alinhadas com as tendências globais. Acreditamos que investir na educação é preparar as novas gerações para os desafios e oportunidades do futuro – e é esse o caminho que escolhemos seguir”.

 

Relacionado

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Maria Teixeira Alves2 Set
O relatório global, divulgado esta quarta-feira, 2 de setembro, baseia-se em entrevistas independentes a mais de 1.800 executivos das áreas de negócio e tecnológica — a maioria em cargos de direção —, identificando uma clara viragem do mercado rumo à engenharia e reengenharia digital para viabilizar e expandir o uso da IA.
PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

Ruben Pires2 Set
Os Estados Unidos absorvem 48% do total das despesas de investimento (capex) ligadas a infraestruturas de IA, o equivalente a 15,1 biliões de dólares (13 biliões de euros), estima a consultora PwC. O relatório prevê que anualmente o investimento em infraestruturas de centros de dados passe de cerca de 800 mil milhões de dólares (690,8 mil milhões de euros) em 2026 para 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) em 2050.
Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

"O estreito de Ormuz continua, em grande parte, fechado, as reservas estratégicas de petróleo e gás terão de ser repostas, a IA aumenta a procura de energia e o inverno aproxima-se no hemisfério norte", afirmou Kristalina Georgieva, na terça-feira 1 de setembro, no final da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.