Lagarde: “Podemos subir ou podemos esperar” na reunião de setembro

A presidente do BCE reforçou a dependência dos dados macro nas decisões do banco, não se comprometendo com qualquer rumo em setembro. Ficou apenas uma garantia: não haverá cortes de juros em breve.

Lagarde: “Podemos subir ou podemos esperar” na reunião de setembro
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Christine Lagarde manteve em aberto todos os cenários para as próximas reuniões de política monetária na zona euro, exceto cortes de juros, reforçando a dependência dos dados que forem sendo divulgados nos próximos meses.

Após nova subida dos juros diretores na zona euro, de 25 pontos base (p.b.), a presidente do BCE procurou reforçar o compromisso do banco com o regresso à estabilidade de preços, voltando a garantir que as próximas decisões estarão completamente dependentes dos dados macroeconómicos que forem sendo conhecidos.

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“Podemos subir ou podemos esperar”, repetiu Lagarde, embora ressalvando que “o que for decidido em setembro não é definitivo, pode variar de reunião para reunião”.

Uma certeza existe, porém: “não vamos cortar, isso é garantido”. A inflação mantém-se demasiado elevada para a avaliação do BCE, que tem como mandato a manutenção da estabilidade de preços, apontando a uma inflação de 2% no médio prazo.

A leitura mais recente do indicador na zona euro mostrou novo recuo, o sétimo em oito meses, para 5,5%. Em outubro do ano passado estava em 10,6%, o pico do fenómeno inflacionário na moeda única.

Tal como do outro lado do Atlântico, a presidente do BCE projetou que as taxas tenham de se manter elevadas e em território restritivo por algum tempo, face a uma inflação persistente. Questionada sobre que indicadores serão mais relevantes na avaliação do banco para reuniões futuras, Lagarde garante que todos serão analisados, mas as previsões para a pressão nos preços serão o foco, tanto em termos nominais, como subjacente, como implícita.

De resto, a presidente da BCE tentou esquivar-se das constantes questões dos jornalistas que procuravam indícios de como irá desenrolar a política monetária nos próximos meses, tentando não se comprometer com nenhum rumo específico.

A autoridade monetária europeia volta a reunir em setembro, no dia 14.

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