Juro médio dos novos créditos da casa a taxa variável sobe para 3,56% em fevereiro

A taxa de juro média dos novos empréstimos a taxa variável foi de 3,56% em fevereiro, o que compara com 3,37% em janeiro, mostram os dados do Banco de Portugal.

Juro médio dos novos créditos da casa a taxa variável sobe para 3,56% em fevereiro
crédito à habitação

A taxa de juro dos novos créditos à habitação a taxa variável aumentou para 3,56% em fevereiro, em comparação com 3,37% em janeiro, aproximando-se da taxa de juro média dos novos empréstimos a taxa fixa, que se manteve em 4,20%.

De acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal sobre as taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos, “os bancos concederam 1.929 milhões de euros de novos empréstimos aos particulares, mais oito milhões do que em janeiro”, indicando ainda que “os montantes concedidos em fevereiro diminuíram na finalidade de crédito à habitação e aumentaram no crédito ao consumo e outros fins”.

Considerando taxa fixa e variável, a taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação voltou a aumentar, passando de 3,32% em janeiro para 3,52% em fevereiro. Já a taxa de juro média dos novos empréstimos ao consumo foi de 8,48% (8,45% em janeiro), enquanto a taxa de juro média dos novos empréstimos para outros fins se fixou em 4,97% (4,98% em janeiro).

Por outro lado, nas empresas, o montante de novos empréstimos concedidos pelos bancos foi de 1.318 milhões de euros, mais 30 milhões do que no mês anterior. A taxa de juro média dos novos empréstimos às empresas aumentou de 4,70% em janeiro para 4,77% em fevereiro.

Juros nos depósitos crescem

Também a remuneração nos depósitos continua a crescer. Em fevereiro, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares aumentou para 0,65%, face a 0,56% em janeiro.

“A remuneração dos novos depósitos com prazo acordado acima de dois anos subiu 39 pontos base (pb), para 0,54%, o valor mais alto em seis anos. Os novos depósitos com prazo até um ano foram remunerados, em média, a 0,56% (0,43% em janeiro), e os novos depósitos de 1 a 2 anos a 1,15% (1,13% em janeiro)”, indica o regulador.

Isto num mês em que o montante de novos depósitos a prazo de particulares foi de 5.900 milhões de euros, em comparação com 5.727 milhões no mês anterior. Nas empresas, totalizaram 3.901 milhões de euros, dos quais 98% foram aplicados em depósitos a prazo até um ano.

“A remuneração média destes depósitos foi de 1,50%, acima da remuneração oferecida em janeiro (1,05%), registando-se assim a maior subida mensal nos últimos 10 anos”, refere o Banco de Portugal.

Relacionado

Certificados de Aforro voltam a bater oferta da banca em depósitos em todos os prazos

Certificados de Aforro voltam a bater oferta da banca em depósitos em todos os prazos

Maria Teixeira Alves31 Ago
A dívida pública de retalho continua a oferecer as rentabilidades mais atrativas para as poupanças em Portugal, ultrapassando de forma consistente a remuneração média praticada pelos principais bancos comerciais. Numa altura em que o setor bancário se mantém confortável em termos de liquidez e sem incentivos para acelerar a subida dos juros, os Certificados de Aforro destacam-se como a opção mais rentável e acessível para o pequeno investidor.