Julien Chauvin e a Dinastia Bach no CCB

A vida e obra da família Bach, que legou ao mundo compositores superlativos, é abordada na conferência que antecede o concerto que junta o reputado violinista e maestro francês Julien Chauvin e a Orquestra de Câmara Portuguesa. Hoje, às 20h00, no Centro Cultural de Belém.

Julien Chauvin e a Dinastia Bach no CCB
Violinista e maestro francês Julien Chauvin

O ciclo Sexta Maior, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, percorre épocas e compositores, propondo ao público não só viajar na e com a música, mas também conhecer melhor o contexto. Da vida e da obra de quem as criou. Sexta-feira, 12 de dezembro, é dia de “A dinastia Bach”. Às 18h30, terá lugar a conferência “Johann Sebastian Bach — da tradição à herança”, por Eugénio Amorim, seguindo-se o concerto, às 20h00, que junta o celebrado violinista e maestro francês Julien Chauvin à Orquestra de Câmara Portuguesa.

Neste concerto, Julien Chauvin, conhecido pelo virtuosismo e espontaneidade, irá partilhar o palco com a jovem violinista premiada Maria Reis Sá, alumna da Jovem Orquestra Portuguesa, para o concerto duplo de Bach, figura central na história da música ocidental. A sua obra além de sintetizar séculos de tradição musical, projeta também uma influência duradoura que atravessa estilos, épocas e fronteiras culturais. Um legado que se estendeu através dos seus filhos — Wilhelm Friedemann, Carl Philipp Emanuel, Johann Christoph Friedrich e Johann Christian — todos músicos e compositores brilhantes.

“Após a morte dos seus pais, quando tinha cerca de 10 anos, Johann Sebastian foi acolhido pelo seu irmão mais velho, Johann Christoph Bach, organista em Ohrdruf. Foi sob a sua orientação que o jovem Bach recebeu uma formação musical mais aprofundada, especialmente em órgão, cravo e composição, num ambiente que combinava rigor técnico e imersão espiritual”, realça o texto de apresentação da conferência. Desde Veit Bach, considerado o patriarca musical da família, os Bach cultivaram um legado artístico notável por gerações. Quase 300 anos depois da sua morte, a música de Johann Sebastian Bach permanece viva e essencial.

CCB | 12 novembro | 18h30, Conferência | 20h, Concerto

Relacionado

As histórias que a ópera canta

As histórias que a ópera canta

Ana Pina27 Ago
O calendário dita que a nova temporada do canto lírico, de Nova Iorque a Milão, Paris, Madrid e Viena, se revele a partir de setembro. A tradição cumpre-se, com novas produções, algumas mais arrojadas, outras fiéis ao cânone. O mais importante é que a ópera está viva.
Bienal de Arte de Veneza: E se adiássemos o fim do mundo?

Bienal de Arte de Veneza: E se adiássemos o fim do mundo?

Ana Pina21 Ago
Até 22 de novembro, a mais importante Bienal de Arte do mundo continua a espelhar o que nos incomoda, fascina, faz estremecer. De dúvidas, de emoção ou de puro deleite estético. Veneza viveu dias agitados na abertura, equilibrou-se, qual funâmbulo na corda da incerteza, e interpela-nos. É esse o papel da arte.