Juiz rejeita queixa de Trump contra Harvard relativa a manifestações anti-Israel

O juiz de Boston, Richard Stearns, considerou que a administração do Presidente republicano norte-americano, Donald Trump, não conseguiu provar que Harvard tivesse violado uma disposição da lei dos direitos civis que proíbe a discriminação com base na raça, na nacionalidade e noutros critérios.

Juiz rejeita queixa de Trump contra Harvard relativa a manifestações anti-Israel
epa13095061 US President Donald Trump arrives at Esenboga Airport ahead of the 2026 NATO Heads of State and Government Summit in Ankara, Turkey, 07 July 2026. The summit will take place on 07 and 08 July, focusing on strengthening defense industrial production and securing long-term military aid for Ukraine. EPA/DOGUKAN KESKINKILIC / POOL

Um juiz federal norte-americano rejeitou esta quinta-feira, 13 de agosto, uma queixa apresentada pelo governo norte-americano contra a Universidade de Harvard, acusada de ter tolerado comportamentos antissemitas durante manifestações pró-palestinianas e anti-Israel no seu ‘campus’.

O juiz de Boston, Richard Stearns, considerou que a administração do Presidente republicano norte-americano, Donald Trump, não conseguiu provar que Harvard tivesse violado uma disposição da lei dos direitos civis que proíbe a discriminação com base na raça, na nacionalidade e noutros critérios.

Desde o seu regresso à Casa Branca em janeiro de 2025, Donald Trump lançou uma ofensiva contra as grandes universidades norte-americanas, que acusa de darem “carta-branca” aos movimentos de apoio da causa palestiniana face à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, que equipara a manifestações antissemitas.

De um modo mais geral, critica estas universidades por serem focos de contestação progressista.

Na queixa apresentada em março, a administração Trump acusava Harvard de ter permitido que se desenvolvesse no seu ‘campus’ “um clima propício a comportamentos antissemitas e anti-israelitas”, acusação rejeitada pela universidade, que denunciou uma ação de retaliação contra a instituição de ensino.

“Os professores e a direção de Harvard fecharam os olhos ao antissemitismo e à discriminação contra judeus e israelitas”, afirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acrescentando: “Harvard permitiu que manifestantes anti-Israel ocupassem as suas bibliotecas. Harvard permitiu que um acampamento anti-Israel se mantivesse durante 20 dias, violando a política da universidade”.

Ao aceitar o pedido de Harvard para indeferir esta ação judicial, o juiz federal considerou que os incidentes invocados pela administração Trump eram “demasiado isolados e esporádicos” para provar uma violação da lei dos direitos civis.

Paralelamente, a administração Trump decidiu congelar milhares de milhões de dólares de financiamento destinados à universidade mais antiga dos Estados Unidos, acusando-a, mais uma vez, de tolerar o antissemitismo e de favorecer posições liberais.

Em setembro, um juiz federal anulou esta medida e ordenou a restituição dos fundos.

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