JPP defende planeamento fiscal antecipado para atrair mais empresas para a Zona Franca

O JPP refere que se existisse uma "correta defesa" do CINM, na República, a receita fiscal vinda da Zona Franca "poderia garantir" o serviço da dívida da Madeira e, com isto, "ficar mais receita" para investimento na área social e para a redução de impostos.

JPP defende planeamento fiscal antecipado para atrair mais empresas para a Zona Franca
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A candidatura do Juntos pelo Povo (JPP), às eleições legislativas de 10 de março, defende que é preciso existir um planeamento fiscal antecipado, no quinto regime do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), ou Zona Franca, referindo que as empresas precisam de antecipação e que tudo seja planeado adequadamente.

O candidato da força partidária às legislativas, Filipe Sousa, disse que, se existisse uma “correta defesa” do CINM na República, a receita fiscal vinda da Zona Franca “poderia garantir” o serviço da dívida da Madeira e, com isto, “ficar mais receita” para investimento na área social e para a redução de impostos.

“Temos hoje uma dívida superior a 5,7 mil milhões de euros, sendo que o serviço dessa mesma dívida ultrapassa os 415 milhões de euros anuais, enquanto que a receita global com as 2700 empresas do CINM ronda os 150 milhões de euros, ou seja menos de um terço do serviço da dívida”, referiu o candidato às legislativas pelo círculo eleitoral da Madeira, numa ação de campanha realizada na semana passada.

O candidato às legislativas referiu que é preciso “uma defesa aguerrida” do CINM que “não esteja ao serviço” da guerrilha política.

Filipe Sousa disse que, ao ser “bem planeado e gerido”, o sistema do CINM poderia “aliviar” os madeirenses que “devem, cada um, 23 mil euros à conta da dívida herdada” dos sucessivos governos do PSD.

“Se o CINM garantir o serviço da dívida, seguramente vamos caminhar a passos largos para um regime de baixa fiscalidade na Região para todo o sector empresarial”, afirmou o candidato do JPP pelo círculo eleitoral da Madeira.

Filipe Sousa, referiu que é preciso que a Zona Franca volte à “pujança” de 2000, quando atingiu quase seis mil empresas.

JPP mostra preocupação com redução de empresas no CINM

Filipe Sousa criticou o PSD e o PS por “nunca terem conseguido uma posição de força” na defesa e na transmissão da importância do CINM para a Madeira, e, em vez disso, terem preferido “trocar argumentos e acusações, conforme um ou outro estão no poder”.

“A verdade é que estas acusações mútuas fizeram com que o CINM reduzisse de seis empresas para as atuais 2700, e enquanto isto acontece PSD e PS trocam acusações, ou seja enquanto um governa o outro reivindica e vice-versa”, acrescentou o candidato do JPP.

“O JPP, sendo um partido genuíno, que não é comandando por Lisboa, será uma voz livre e capaz de inverter o discurso relativo à importância do CINM”, referiu Filipe Sousa.

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