Investimento em startups caiu 45%, mas investimento externo foi o mais alto de sempre

O diretor executivo da Startup Portugal sublinhou a importância de criar incentivos para que fundos de pensões, investidores institucionais e seguradoras façam investimentos em venture capital e startups sediadas em Portugal. "Não podemos ficar parados", alerta, em entrevista à "Antena 1" e ao "Jornal de Negócios".

Investimento em startups caiu 45%, mas investimento externo foi o mais alto de sempre
Cristina Bernardo

O investimento em startups em Portugal caiu 45%, de acordo com dados recolhidos no final de 2022. O registo segue a linha de tendência de desaceleração daquele indicador, que tem sido registada a nível global.

Ainda assim, nem tudo é mau, já que, como referiu o diretor executivo da Startup Portugal em entrevista à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”, as startups com sede em território nacional captaram o investimento mais elevado de sempre, num valor superior a 500 milhões de euros.

Na procura de captar maior investimento, António Dias Martins mostra-se favorável a alterações no plano fiscal e laboral, de modo a que seja promovida a flexibilidade no âmbito empresarial. Para tal, sugere que se crie “um incentivo, um apoio”, com o propósito de que fundos de pensões, investidores institucionais e seguradoras façam investimentos em venture capital e startups em Portugal.

O líder da Startup Portugal lembrou que o peso da faturação destas empresas no PIB representa “mais de 1,2%” e destaca a importância destes números, que deixam Portugal bem posicionado “em relação a outros países europeus”, refere, antes de destacar, a título de exemplo que “o peso do número de unicórnios na população é o triplo do de França e Espanha”.

Estas startups “têm capacidade de atingir níveis de crescimento muito maiores” do que o que acontece na indústria tradicional, visto que “não dependem de meios físicos, instalações, montagem de fábricas”, recorda.

“São empresas que crescem digitalmente”, reforça, mas deixa um alerta.

“Outros países estão a lançar políticas públicas ativas para o desenvolvimento desta área muito relevantes e nós não podemos ficar parados”, disse António Dias Martins.

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