Investimento em fundos de valores mobiliários sobe 1,5% em maio

O valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) atingiu, em maio, os 18.949,6 milhões de euros, mais 283,5 milhões de euros do que no mês anterior.

Investimento em fundos de valores mobiliários sobe 1,5% em maio
Cristina Bernardo

O valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) atingiu os 18.949,6 milhões de euros, mais 283,5 milhões de euros, ou 1,5%, em maio, quando comparado com o mês anterior, indicam os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Nos fundos de investimento alternativo (FIA), a subida foi de 1,2% face ao mês anterior, para os 244,3 milhões de euros.

“O valor das aplicações em ações subiu 6,2% nas de emitentes nacionais e 1% nas de emitentes estrangeiros, em comparação com o mês anterior. No que respeita à dívida pública, o valor das aplicações cresceu 34,2% na nacional e caiu 6,2% na estrangeira. O valor aplicado em obrigações subiu 1% nas de emitentes nacionais e 0,7% nas de emitentes estrangeiros”, diz a CMVM.

Os dados da CMVM indicam que a Galp foi o título com maior peso nas carteiras dos fundos, atingindo os 12,7% do total investido, após uma subida mensal de 2,2%.

“Seguiram-se o BCP, cujo valor nas carteiras dos fundos aumentou 5,7% e a Jerónimo Martins, com uma subida de 6,4% face a abril”, acrescentou a CMVM.

“No que respeita ao investimento em títulos da União Europeia, os mais representativos nas carteiras dos fundos de investimento foram a Schneider, a LVMH e a Inditex. Fora da União Europeia destacaram-se a Alphabet, a Microsoft e a Visa”, indicam os dados da CMVM.

Os dados da comissão referem que a Alemanha foi o principal destino de investimento dos OICVM, em maio, atingindo os 21,2% do total das aplicações dos fundos, seguida pelos Estados Unidos (16,3%), França (12,1%), enquanto que Portugal ficou em 4,6%.

“As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado foram a Caixa Gestão de Ativos (34,6%), a IM Gestão de Ativos (22,6%) e a Santander Asset Management (16,8%). Em maio, foram constituídos dois fundos de investimento mobiliário abertos de obrigações: o “Caixa Obrigações Outubro 2025 – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações”, gerido pela Caixa Gestão de Ativos, e o “GNB Obrigações em 2027 – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações”, gerido pelo GNB – Gestão de Ativos”, acrescentou a CMVM.

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