O valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) atingiu os 18.949,6 milhões de euros, mais 283,5 milhões de euros, ou 1,5%, em maio, quando comparado com o mês anterior, indicam os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Nos fundos de investimento alternativo (FIA), a subida foi de 1,2% face ao mês anterior, para os 244,3 milhões de euros.
“O valor das aplicações em ações subiu 6,2% nas de emitentes nacionais e 1% nas de emitentes estrangeiros, em comparação com o mês anterior. No que respeita à dívida pública, o valor das aplicações cresceu 34,2% na nacional e caiu 6,2% na estrangeira. O valor aplicado em obrigações subiu 1% nas de emitentes nacionais e 0,7% nas de emitentes estrangeiros”, diz a CMVM.
Os dados da CMVM indicam que a Galp foi o título com maior peso nas carteiras dos fundos, atingindo os 12,7% do total investido, após uma subida mensal de 2,2%.
“Seguiram-se o BCP, cujo valor nas carteiras dos fundos aumentou 5,7% e a Jerónimo Martins, com uma subida de 6,4% face a abril”, acrescentou a CMVM.
“No que respeita ao investimento em títulos da União Europeia, os mais representativos nas carteiras dos fundos de investimento foram a Schneider, a LVMH e a Inditex. Fora da União Europeia destacaram-se a Alphabet, a Microsoft e a Visa”, indicam os dados da CMVM.
Os dados da comissão referem que a Alemanha foi o principal destino de investimento dos OICVM, em maio, atingindo os 21,2% do total das aplicações dos fundos, seguida pelos Estados Unidos (16,3%), França (12,1%), enquanto que Portugal ficou em 4,6%.
“As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado foram a Caixa Gestão de Ativos (34,6%), a IM Gestão de Ativos (22,6%) e a Santander Asset Management (16,8%). Em maio, foram constituídos dois fundos de investimento mobiliário abertos de obrigações: o “Caixa Obrigações Outubro 2025 – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações”, gerido pela Caixa Gestão de Ativos, e o “GNB Obrigações em 2027 – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto de Obrigações”, gerido pelo GNB – Gestão de Ativos”, acrescentou a CMVM.