Investigador de Coimbra recebe Bolsa Jorge de Mello por tecnologia pioneira no setor farmacêutico

Jaime Santos, professor da Universidade de Coimbra, recebeu hoje a Bolsa Jorge de Mello – Indústria e Inovação pelo desenvolvimento de uma tecnologia pioneira para o setor farmacêutico. Projeto premiado promete transformar o controlo de qualidade industrial.

Investigador de Coimbra recebe Bolsa Jorge de Mello por tecnologia pioneira no setor farmacêutico
Vencedor bolsa Jorge de Mello 2025

Jaime Santos, professor da Universidade de Coimbra, recebeu esta sexta-feira, 27 de junho, a Bolsa Jorge de Mello – Indústria e Inovação, atribuída pela Fundação Amélia de Mello. A bolsa, no valor de 150 mil euros, reconhece projetos de investigação científica com “forte aplicabilidade industrial e elevado impacto económico e tecnológico”.

O projeto distinguido propõe uma solução inovadora para a otimização do controlo de qualidade de medicamentos injetáveis, um processo tradicionalmente dependente de análises laboratoriais demoradas, dispendiosas e ambientalmente exigentes. Designado AcousticPAT, o dispositivo utiliza tecnologia de ultrassons para avaliar, em tempo real e sem paragens nas linhas de produção, a qualidade dos produtos durante o fabrico.

O desafio ao investigador para que desenvolvesse uma solução partiu da empresa BASINNOV LIFE SCIENCES, que procurava uma abordagem mais eficiente, capaz de garantir a qualidade em tempo real, reduzindo o desperdício e os custos associados. Com patente já submetida, a tecnologia apresenta também um elevado potencial de aplicação noutras indústrias reguladas, como a alimentar e cosmética.

Candidataram-se a esta edição da Bolsa Jorge de Mello 66 propostas, tendo sido elegíveis 55. Além do vencedor foram entregues duas menções honrosas e distinguidos dois projetos finalistas.

“A adesão a esta edição da Bolsa Jorge de Mello – Indústria e Inovação superou largamente as nossas expectativas, tanto pelo número como pela qualidade das propostas recebidas. Este nível de participação confirma a relevância da iniciativa e o dinamismo do ecossistema de inovação em Portugal”, considerou Manuel Alfredo de Mello, vice-presidente da Fundação Amélia de Mello, destacando a aproximação entre ciência e tecido empresarial como o verdadeiro catalisador para a transformação da indústria nacional.

Jorge Portugal, diretor-geral da COTEC Portugal, disse, por seu turno, que “a inovação com impacto económico e social nasce quando a investigação científica se inscreve no contexto real das empresas, contribuindo ativamente para a resolução de desafios científicos que são, simultaneamente, oportunidades concretas de mercado”.

“Esta Bolsa incentiva a proximidade e cocriação entre investigadores e empresas, onde novo conhecimento é transformado em soluções tecnológicas com elevado valor económico. A COTEC Portugal, em parceria com a Fundação Amélia de Mello, reforça assim o seu compromisso de elevação da competitividade das empresas nacionais através da valorização do conhecimento científico e da inovação”, adiantou o gestor da COTEC Portugal.

Paula Alves, diretora executiva do iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, professora da Universidade NOVA e presidente do júri, apontou “a responsabilidade exigente de selecionar entre candidaturas de elevado rigor científico, com propostas sólidas e alinhadas com os desafios reais da indústria”, acrescentando que “ o projeto vencedor destacou-se não apenas pela inovação tecnológica, mas pela sua aplicabilidade concreta e potencial de escalabilidade, cumprindo plenamente o espírito da Bolsa Jorge de Mello de aliar conhecimento a impacto económico.”

A bolsa honra o legado visionário de Jorge de Mello e reforça o compromisso da Fundação Amélia de Mello com o desenvolvimento e competitividade da economia nacional.

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