Os investidores estão a apostar em empresas de defesa com a tensão geopolítica a aumentar no arranque do novo ano.
As cotadas europeias do setor estão a valorizar esta segunda-feira depois de os EUA terem derrubado o presidente da Venezuela num operação relâmpago durante o fim de semana. Reverteram assim o recuo das últimas semanas perante um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.
Nicolas Maduro foi levado para os EUA e vai enfrentar acusações de tráfico de drogas e de armas num tribunal federal.
É o regresso da doutrina Monroe, criada no século XIX pelo presidente americano James Monroe em que os EUA atuaram como potência e exerceram a sua influência na América Latina e do Sul, derrubando ou promovendo governos conforme os seus interesses.
A maior fabricante de armas da Alemanha, a Rheinmetall, valoriza hoje 7%, com as também alemãs Hensoldt e Renk a ganharem 7% e 6%. Já a italiana Leonardo ganha 6%, com a sueca Saab a valorizar 5%.
“Estamos a falar de um mundo a tentar mudar para uma nova era, onde vamos ter basicamente ativos militares de hard power que vão tomar o controlo, que é uma política diferente”, disse à “CNBC” Fawaz Chaudry da Fulcrum Asset Management.
As cotadas asiáticas de defesa também valorizaram. No Japão, a IHI Corp ganhou quase 10%, seguida da Mitsubishi Heavy Industries com ganhos acima de 9%, com a Kawasaki Heavy Industries a ganhar 7%.
Na Coreia do Sul, a Hanwa Aerospace ganhou mais de 6%, com a Poognsan a subir 2%.