Em junho de 2023, o valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) totalizou 152.464,1 milhões de euros, uma descida de 19,2% face a maio. Desde o início do ano, este indicador aumentou 191,3% face a igual período do ano passado.
O valor mensal recuou 49,2% nos instrumentos financeiros de dívida pública para 14.734,1 milhões de euros, desceu 70,0% para 1.355,5 milhões de euros na dívida privada, e nas ações caiu 39,5%, para 1.054,0 milhões de euros, avança a CMVM.
O Banco Comercial Português em Portugal teve a maior quota de mercado nas transações sobre ações (32,8%), seguindo-se a CaixaBank – Sucursal em Portugal (19,6%) e o Banco ActivoBank (9,8%). Na dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (97,5%), seguindo-se o BCP (0,7%) e o Bankinter (0,5%).
Já nos derivados o valor das ordens sobre estes instrumentos financeiros caiu 43,0% face ao mês anterior, para 294.455,8 milhões de euros. Aqui, os CFDs (Contract for Difference” – Contrato por Diferença) foram o instrumento mais negociado no mercado (1,6% do total), tendo as transações no mercado de derivados decrescido 50,3% em relação a maio. As transações sobre futuros cresceram 92,8%.
No mesmo período, o valor das ordens de residentes e o valor das ordens não residentes registaram uma descida mensal de 26,8% e 18,7%, respetivamente.
Quanto ao mercado de execução, 18,0% das ordens recebidas foram executadas nos mercados regulamentados internacionais, 0,4% nos mercados nacionais, 0,1% fora de mercado e 81,5% foram internalizadas, avança a CMVM.
O regulador dos mercados diz ainda que os Estados Unidos, Alemanha e França foram os três principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto Holanda, França e Reino Unido foram o principal destino das ordens sobre títulos de dívida.