A Iberinform, filial da Crédito y Caución, uma das principais operadoras globais de seguros de crédito com presença direta em mais de 50 países, na sua análise de hoje revela que 39% dos transportes rodoviários de mercadorias encontram-se em risco de incumprimento.
Segundo dados do Insight View, aproximadamente 21% destas empresas foram constituídas nos últimos cinco anos.
Os dados da Iberinform revelam que em 2023, o setor de transportes rodoviários de mercadorias registou uma redução de 8% no volume de negócios face ao ano anterior, fruto de desafios económicos e do abrandamento em algumas áreas da economia. Mas, o risco de incumprimento das empresas do setor diminuiu significativamente, passando de 44% para 39%, de acordo com dados do Insight View.
A análise revela que é um setor marcado pela forte concentração em grandes centros urbanos. Lisboa lidera com 22% das empresas, seguida do Porto (15%), Leiria (9%), Aveiro (7%) e Santarém (7%). Apesar desta concentração, cerca de 40% das empresas estão dispersas por outras regiões do país.
Ainda segundo o estudo da Iberinform, a dinâmica empresarial no setor reflete alguma renovação, já que 17% das empresas foram criadas há menos de cinco anos, com apenas 2% constituídas no último ano. Em contrapartida, 32% têm entre 16 e 25 anos de atividade, enquanto 22% operam há mais de 25 anos.
O setor é maioritariamente composto por microempresas (77%) e pequenas empresas (21%), representando 98% do total. No entanto, as empresas de média e grande dimensão, embora pouco representativas, são responsáveis por 54% do volume de negócios total, conclui o estudo.
Relativamente à gestão financeira, verifica-se um aumento nos prazos médios de pagamento a fornecedores, que passaram de 75 para 83 dias em 2023, revela a Iberinform.
Paralelamente, os prazos de recebimento de clientes subiram de 120 para 126 dias.
“Estes números mostram um comportamento alinhado entre prazos de pagamento e recebimento, aumentando a exposição ao risco financeiro tanto para fornecedores quanto para as próprias empresas do setor”, conclui a Iberinform.