O grupo de logística DHL vai investir mais de 300 milhões de euros na África Subsariana (SSA), uma região estratégica para o grupo e que tem registado um crescimento importante no comércio global.
Com o investimento, a multinacional alemã materializa o compromisso de “longo prazo” naquela região, contribuindo para o comércio intra-africano, em particular com as metas da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA, em inglês), que projeta unir os mais de 1.300 milhões de habitantes do continente, cujos países somam um produto interno bruto (PIB) de 3,4 biliões de dólares.
O investimento irá ser aplicado nas divisões DHL Express, DHL Global Forwarding e DHL Supply Chain, estando prevista a expansão de infraestruturas e a melhoria das capacidades dos serviço do grupo no continente africano, ao mesmo tempo que são “desbloqueadas oportunidades para empresas em setores-chave como o comércio eletrónico, produtos perecíveis, energia, ciências da vida e cuidados de saúde”, diz a empresa em comunicado.
Nas operações da DHL Express, os portos de entrada serão modernizados e a capacidade aérea aumentada. Além disso, o grupo vai investir na expansão da cobertura com prazos definidos para cidades secundárias da região onde opera e cuja procura tem aumentado com o pacto AfCFTA.
“Sendo o único integrador com uma rede aérea dedicada na África Subsariana, a DHL Express irá ligar estas cidades de forma mais eficaz aos corredores África–Europa e África–Ásia, aproveitando o crescimento recente na Etiópia e na Nigéria”.
“Momento decisivo da sua trajetória comercial”
Segundo John Pearson, CEO da DHL Express, “África está num momento decisivo da sua trajetória comercial”. “Apesar da volatilidade global, o continente continua a demonstrar resiliência e dinamismo. O nosso investimento reflete a confiança na trajetória africana e o compromisso da DHL em facilitar os fluxos comerciais que impulsionam o crescimento inclusivo”, acrescenta o mesmo responsável, citado em comunicado.
Ao reforçar a nossa rede e capacidades, pretendemos tornar mais fácil para as empresas africanas, desde PME até grandes corporações, competir a nível global.”
Foi na África Subsaariana que a empresa alemã registou o maior volume de operações na primeira metade deste ano, de acordo com os dados mais recentes do DHL Global Connectedness Tracker, com o valor do comércio (em dólares americanos correntes) a aumentar 10%. Seguem-se América do Norte (7%) e América do Sul, Central e Caraíbas (5%).
Os números de setembro de 2025 apontam para um crescimento anual do volume comercial da região, em média, de 4,3% entre este ano e 2029, naquele que é o “segundo crescimento mais rápido a nível global, atrás apenas da Ásia do Sul e Central”.
Amadou Diallo, CEO da DHL Global Forwarding Middle East & Africa, refere que a empresa está a “reforçar as soluções de envio com uma experiência local mais profunda e ferramentas digitais melhoradas, dando aos clientes um controlo mais claro dos seus envios desde a origem até ao destino”. “O objetivo é simples: manter as mercadorias em movimento de forma previsível e ajudar os clientes a captar o crescimento onde a procura está a surgir”.