Grupo Banco Mundial financia Mota-Engil em 181 milhões para operações em África

Carlos Mota Santos, afirma que “ter um parceiro de longo prazo do calibre da IFC traz não só força financeira, mas, acima de tudo, adicionalidade estratégica, desde a sua experiência em desenvolvimento até aos padrões ambientais e sociais, e a sua capacidade de catalisar mais investimento nas operações e iniciativas da Mota-Engil”.

Grupo Banco Mundial financia Mota-Engil em 181 milhões para operações em África
Mota Engil

A construtora portuguesa Mota-Engil anunciou esta terça-feira que assegurou um financiamento de 214 milhões de dólares da Corporação Financeira Internacional (IFC), o braço do Banco Mundial para o setor privado, para apoiar as operações em África.

“O financiamento [de um valor equivalente a 181 milhões de euros] apoiará a expansão e execução de projetos mineiros transformadores na África do Sul, Senegal e Guiné, bem como grandes projetos ferroviários, incluindo o corredor ferroviário Kano – Maradi na Nigéria e o corredor ferroviário Lobito em Angola, ao mesmo tempo que fortalece as operações mais amplas da Mota-Engil em todo o continente”, lê-se no comunicado enviado à Lusa.

No texto, a Mota-Engil acrescenta que “o novo financiamento permitirá adquirir equipamentos de construção e mineração de última geração, aumentando a eficiência operacional e integrando a sustentabilidade, um pilar estratégico central, em todas as fases da execução do projeto”.

Citado no comunicado, o presidente do conselho e diretor executivo da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, afirma que “ter um parceiro de longo prazo do calibre da IFC traz não só força financeira, mas, acima de tudo, adicionalidade estratégica, desde a sua experiência em desenvolvimento até aos padrões ambientais e sociais, e a sua capacidade de catalisar mais investimento nas operações e iniciativas da Mota-Engil”.

No comunicado, o diretor-geral da IFC afirma, por seu turno, que a parceria com a empresa portuguesa que está presente em África há mais de 80 anos “reforça a sua capacidade de mobilizar capital internacional para projetos complexos e de grande escala que proporcionam valor económico duradouro e impacto social positivo” e acrescenta que esta parceria “ajudará a desbloquear o potencial de África ao financiar equipamentos críticos para operações ferroviárias e mineiras, impulsionando o comércio, criando empregos e fortalecendo a integração regional”.

Entre os vários projetos, Makhtar Diop destacou o corredor do Lobito, uma iniciativa que vai ligar o porto do Lobito às províncias ricas em minérios da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através da restauração e expansão de linha férrea já existente.

“Restaurar o corredor ferroviário da República Democrática do Congo até ao Porto de Lobito, em Angola, é uma oportunidade transformadora; um corredor revitalizado pode reduzir os custos de transporte, catalisar uma atividade económica diversificada e ligar a região de forma mais competitiva aos mercados globais”, concluiu o responsável.

 

 

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