Rita Agostinho destacou ao Jornal Económico que o grupo ALDI Nord foi o primeiro discounter da distribuição alimentar a aderir ao ‘Global Compact’ das Nações Unidas (UNGC). “Desta forma, comprometemo-nos a integrar os dez princípios do UNGC, nas áreas dos direitos humanos, normas laborais, questões ambientais e anticorrupção, nos nossos valores empresariais e nas nossas operações diárias. Juntamente com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ODS), os princípios do UNGC constituem a base para o desenvolvimento das nossas estratégias de sustentabilidade”, assegura a diretora de Marketing do grupo ALDI Portugal.
A mesma responsável assegura que, “enquanto retalhista, o combate ao desperdício alimentar assume para nós um papel principal, pelo que temos implementado um conjunto de medidas no sentido de contribuir para o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável Nº12 de reduzir para metade, até 2030, o desperdício de alimentos per capita, a nível mundial”.
“De forma a manter os níveis de desperdício tão baixos quanto possível, estamos a trabalhar em várias frentes. Por exemplo, tentamos fazer um planeamento exato dos artigos expostos em loja, a fim de evitar tanto quanto possível o desperdício. Em Portugal, os nossos clientes encontram artigos perto da data de validade a preços reduzidos nas chamadas ‘caixas de sustentabilidade’. Contudo, é no âmbito dos lares que ocorre uma grande parte do desperdício de alimentos. Participámos, por isso, numa campanha de sensibilização e informação conjunta do setor da distribuição alimentar com o objetivo de informar os consumidores sobre os conceitos das datas de validade”, revela Rita Agostinho.
“Na nossa logística utilizamos caixas de transporte reutilizáveis para frutas e legumes”, diz a diretora de Marketing do ALDI Portugal. “Com estas caixas conseguimos minimizar as quebras e a danificação dos bens durante o transporte e contribuímos, assim, para a redução do desperdício alimentar. Outra vantagem: poupamos todos os anos milhares de caixas de cartão e resíduos”, acrescenta.
Rita Agostinho acentua que, com cerca de 68 lojas, o ALDI Portugal “encontra-se em franca expansão e em todas as lojas desenvolvemos o nosso compromisso social: através de numerosos projetos sociais e parcerias locais, as nossas doações de artigos alimentares chegam às populações”.
“Ao longo dos anos, unimos forças com vários parceiros e, em conjunto, apoiamos sobretudo pessoas sem-abrigo, famílias carenciadas e crianças. Contamos já com mais de 30 entidades parceiras a nível local e regional, entre as quais vários núcleos da ‘Re-Food’, o Banco Alimentar do Algarve, a AMI e outras organizações de solidariedade social”, elenca Rita Agostinho.
De acordo com esta responsável, “os alimentos que já não podem ser vendidos mas que ainda estão aptos para consumo são doados a estas instituições de solidariedade”, sendo que as mesmas “encarregam-se de distribuí-los pelos mais necessitados”.
“Hoje em dia, todas as lojas ALDI em Portugal contam com um ou até dois parceiros no âmbito das doações alimentares”, garante Rita Agostinho.
Já sobre a política climática deste grupo de hard discount, publicada em 2018, “estabelecemos um objetivo ambicioso e definimos medidas abrangentes: comprometemo-nos a reduzir em 40% as nossas emissões de gases de estufa até 2021, em comparação com o ano de 2015, em todo o grupo empresarial”.
“Desta forma, contribuímos para o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris sobre o Clima e para a implementação do objetivo N.º 13 que é a ‘Ação climática’ da Agenda 2030 das Nações Unidas (United Nations – UN) e comprometemo-nos com a redução das consequências da nossa atividade comercial no clima. Através de várias medidas de eficiência, reduzimos a utilização de energia e fluidos refrigerantes, considerando, em particular, as áreas onde o consumo é mais elevado”, adianta esta gestora.
Rita Agostinho garante que cerca de um quarto do consumo de energia elétrica de uma loja corresponde à iluminação da área de venda. “Instalámos e substituímos a iluminação convencional por iluminação LED em todas as lojas. Este tipo de iluminação consome 50% menos energia elétrica do que a iluminação convencional. Equipámos as áreas de venda das lojas com iluminação LED, inclusive a iluminação dos móveis de frio e das arcas congeladoras. Tendo em conta que a iluminação LED emite menos calor do que os outros tipos de iluminação, consequentemente os móveis de refrigeração consomem menos energia elétrica”, argumenta a responsável do ALDI Portugal.
A diretora de marketing desta cadeia de distribuição assinala ainda que “nas nossas lojas modernizadas, aquando fora do horário de abertura, iluminamos a zona de vendas conforme a necessidade”. “Além disso, a utilização de janelas grandes reduz a necessidade de iluminação artificial. A tecnologia LED é também utilizada nos espaços exteriores, parques de estacionamento, armazéns e zonas sociais das lojas. Em paralelo, substituímos os fluidos refrigerantes utilizados até à data por alternativas mais amigas do clima. Além disto, temos painéis fotovoltaicos em 22 das nossas lojas e prevemos instalar novos painéis, durante este ano, em oito lojas. Através dos painéis fotovoltaicos conseguimos produzir e utilizar energia verde e, em 2018, evitámos, assim, a emissão de 1.312 toneladas de CO2”, assegura Rita Agostinho.