O Governo português vai apresentar no próximo dia 28 de julho um plano estratégico nacional com medidas concretas para reforçar o sistema elétrico, prevenir novos apagões e garantir a estabilidade da rede durante picos de consumo, como os registados nas recentes ondas de calor.
A informação foi avançada pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que destacou que, apesar de o relatório final sobre o apagão de 28 de abril ainda não estar concluído, o Governo está já a atuar de forma preventiva com foco na resiliência do sistema energético nacional.
“Estamos a preparar um conjunto de medidas para apresentar dia 28 de julho, embora ainda não tenhamos o relatório final com as causas do apagão”, afirmou a ministra em conferência de imprensa.
Armazenamento e modernização da rede: os pilares do plano
O plano prevê:
- Reforço da capacidade de armazenamento de energia, através de tecnologias químicas (baterias) e soluções hidroelétricas (barragens);
- Modernização dos sistemas de controlo da rede elétrica, com a criação de uma plataforma única para recolha e gestão de dados, aumentando a inteligência e eficiência da rede;
- Medidas preventivas para enfrentar o aumento do consumo elétrico, associado ao uso de ar condicionado durante períodos de calor extremo;
- Reforço da resposta operacional da REN e da E-REDES, para garantir estabilidade e segurança do fornecimento;
- Coordenação interministerial para prevenção de incêndios, num esforço articulado de proteção das infraestruturas energéticas em contextos de risco climático.
Uma resposta estratégica para um sistema energético mais robusto
A iniciativa surge num momento em que o país enfrenta desafios crescentes no setor energético, agravados pelas alterações climáticas e pela necessidade de integrar mais fontes renováveis na rede. O Governo quer assegurar que o sistema esteja preparado para responder com eficácia a situações críticas e para garantir a segurança energética da população. A estabilidade do sistema exige não só investimento público, mas também maior literacia energética e transparência no acesso à informação sobre fornecedores, tarifas e consumo, tendência registada por parte dos portugueses que já é apoiada por plataformas que facilitam a comparação de ofertas no mercado de energia.
O novo plano será um marco estratégico na transição energética portuguesa, alinhando-se com os objetivos de descarbonização e modernização das infraestruturas nacionais.