Governo libanês regista 89 mortos e mais de 700 feridos em ataques israelitas

“Estamos perante uma escalada perigosa no Líbano, uma agressão israelita com mais de 100 ataques aéreos que atingiram civis inocentes em Beirute, Dahiyeh [arredores da capital], Bekaa, Monte Líbano e no sul do país”, afirmou o governante à estação televisiva qatari Al-Jazeera.

Governo libanês regista 89 mortos e mais de 700 feridos em ataques israelitas
Líbano

Pelo menos 89 pessoas morreram e 722 ficaram feridas nos bombardeamentos hoje realizados por Israel no Líbano, incluindo Beirute, indicou o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine.

“Estamos perante uma escalada perigosa no Líbano, uma agressão israelita com mais de 100 ataques aéreos que atingiram civis inocentes em Beirute, Dahiyeh [arredores da capital], Bekaa, Monte Líbano e no sul do país”, afirmou o governante à estação televisiva qatari Al-Jazeera.

O ministro referiu, citado pelo canal libanês LBCI News, que há 12 profissionais de saúde entre os mortos contabilizados até ao momento.

“Estamos a coordenar e a colaborar com os serviços de urgência, juntamente com o povo libanês, e os nossos hospitais têm respondido amplamente, apesar da difícil situação, sem grandes problemas”, relatou Rakan Nassereddine, dando conta porém que “as necessidades estão a aumentar, mas a escala do ataque também é enorme”.

Os bombardeamentos israelitas atingiram também hospitais, centros médicos e ambulâncias, segundo o ministro da Saúde.

No seguimento destes ataques, o Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e que previa a reabertura desta passagem vital para o comércio de hidrocarbonetos.

O Governo israelita anunciou que concordou com a interrupção dos ataques conjuntos com os Estados Unidos desde 28 de fevereiro contra a República Islâmica, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

O Presidente norte-americano afirmou hoje entretanto que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

“Eles [Líbano] não foram incluídos no acordo”, disse Donald Trump, argumentando que esta frente do conflito no Médio Oriente não está abrangida no cessar-fogo devido ao movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, em declarações no programa “News Hour” da emissora pública de rádio norte-americana PBS, citadas pelas agências internacionais.

Os ataques israelitas já provocaram desde 02 de março mais de 1.500 mortos e acima de um milhão de deslocados no Líbano, de acordo com o balanço oficial das autoridades de Beirute.

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