Governo garante que aumentos das pensões já foram pagos

O Ministério do Trabalho assegura que as pensões que foram pagas no início da semana já seguiram com os aumentos previstos para este ano. Reformados da CGA beneficiam de atualizações na próxima semana.

Governo garante que aumentos das pensões já foram pagos
idosos

O Ministério do Trabalho garantiu esta quarta-feira que as pensões pagas no início desta semana já seguiram com os aumentos anunciados no final do ano passado, que variam entre 3,89% e 4,83%. Ainda que a portaria que ditou essas atualizações só tenha sido publicada na segunda-feira, o gabinete de Ana Mendes Godinho assegura, assim, que os reformados sentirão a diferença na carteira já este mês.

“A Segurança Social procedeu, no dia 9 de janeiro, ao pagamento das pensões de janeiro, com os aumentos previstos para 2023. No próximo dia 19, serão também pagas as pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA), com aumentos idênticos”, sublinhou o Ministério do Trabalho esta manhã, depois de ter sido publicada uma notícia pelo Correio da Manhã que dava conta de que as atualizações só seriam pagas a partir de fevereiro, o que acabou por ser desmentido.

Em causa estão, note-se, aumentos entre 3,89% e 4,83%. Para as pensões até 960,86 euros (isto é, duas vezes o Indexante dos Apoios Sociais), o aumento é de 4,83%. Já para as empresas entre 960,87 euros e 2.882,58 euros (isto é, até seis vezes o Indexante dos Apoios Sociais), a atualização é de 4,49%. Quanto às pensões mais elevadas (acima dos tais 2.882,58 euros), a subida é de 3,89%.

“No total, são aumentadas 3,7 milhões de pensões, que beneficiam 2,7 milhões de pensionistas da Segurança Social e CGA. A medida tem um custo anual de 1.265 milhões de euros”, realçou ainda o gabinete de Ana Mendes Godinho.

Estas são atualizações históricas, mas ficam abaixo do que resultaria se a fórmula prevista na lei, que tem por base o crescimento da economia e a inflação, tivesse sido aplicada em pleno. O Governo decidiu limitar a aplicação para salvaguardar a sustentabilidade da Segurança Social, mas esse travão mereceu duras críticas da oposição.

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