Goldman Sachs: paralisação do Governo dos EUA é improvável, mas possível

Analistas avisam que o país não pode viver de extensões temporárias do aumento da despesa e que existe o risco de entrarem em vigor cortes automáticos de despesa em 2024.

Goldman Sachs: paralisação do Governo dos EUA é improvável, mas possível
Washington EUA

O Goldman Sachs acredita que uma paralisação do Governo dos EUA (conhecida por shutdown) é “improvável, mas possível”,  segundo uma nota hoje divulgada. A paralisação ocorre quando o Congresso não autoriza mais aumentos de despesa e o governo federal fica paralisado por falta de fundos.

“Ainda pensamos que o Congresso deverá alargar o financiamento do governo antes que expire a 17 de novembro. Contudo, apesar de não ser o nosso cenário base, um shutdown em novembro permanece possível e, com a improbabilidade da Casa dos Representantes votaram uma extensão esta semana, o risco aumentou”, pode-se ler.

Os analistas do banco norte-americano destacam duas questões neste momento: “quanto tempo a próxima extensão vai durar e quais – se algumas – as condições agregadas”.

Uma extensão até meados de janeiro parece mais provável do que até meados de dezembro, mas “qualquer uma é possível”, sinalizam.

O “financiamento em prol de Israel é a adição mais provável, mas a segurança fronteiriça, o estabelecimento de uma comissão orçamental, e outros items poderão ser adicionados”.

O GS também sinaliza que o “risco de um shutdown após a próxima extensão será mais elevado”, à medida que o intervalo de 120 mil milhões de dólares entre os republicanos da Casa dos Representantes e o Senado nos gastos de despesa “vai tornar muito difícil a aprovação de orçamentos anuais”.

“Se o Congresso continuar a evitar shutdowns através de extensões temporárias, o resultado final será cortes automáticos de despesa que têm efeito em maio, resultando numa descida do financiamento de cerca de 0,4% do PIB entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024″.

Relacionado