Goldenergy adere à Associação de Bioenergia Avançada

O objetivo da Goldenergy é oferecer aos consumidores e indústrias portuguesas uma alternativa limpa aos combustíveis fósseis, especialmente para setores como o vidro, cerâmica e metalurgia.

Goldenergy adere à Associação de Bioenergia Avançada
Miguel Checa

A Goldenergy anunciou a sua adesão ao Grupo de Trabalho Permanente de Gases Renováveis da Associação de Bioenergia Avançada (ABA), destacando o seu compromisso com a transição energética e o desenvolvimento do mercado de biometano em Portugal.

Óscar Delfim, Diretor Comercial de B2B da Goldenergy, representará a empresa na Classe IV do grupo. Irá colaborar na definição de soluções para os gases renováveis. A aposta no biometano é uma das prioridades da Goldenergy, alinhada com a experiência do Grupo AXPO em projetos semelhantes noutros países.

O objetivo da Goldenergy é oferecer aos consumidores e indústrias portuguesas uma alternativa limpa aos combustíveis fósseis, especialmente para setores como o vidro, cerâmica e metalurgia.

Miguel Checa, General Manager da Goldenergy, afirmou que “o biometano será fundamental para acelerar a descarbonização e reduzir a dependência energética de Portugal. A nossa integração no Grupo de Trabalho da ABA é um passo decisivo para contribuir ativamente para esta transformação”.

A ABA, fundada em 2019, visa promover a bioenergia na transição energética para uma economia circular, com foco nos biocombustíveis avançados produzidos a partir de resíduos. A adesão da Goldenergy fortalece esta rede de cooperação, que busca transformar a indústria energética nacional e impulsionar a economia verde.

Relacionado

Estrume, lixo e caroços vão servir para reduzir dependência energética de Portugal do estrangeiro

Estrume, lixo e caroços vão servir para reduzir dependência energética de Portugal do estrangeiro

André Cabrita-Mendes5 Ago
Distribuidora de gás ambiciona substituir 9% do gás fóssil usado hoje em dia por biometano, gás renovável, até 2030. Sobre investimentos propostos na rede até 2031, diz que refletem uma "abordagem prudente" e que "não correspondem a uma lógica expansionista, apesar de persistirem 68 concelhos sem acesso ao gás nas áreas de concessão do grupo". E considera "não existir evidência que suporte uma redução significativa da procura de gás".
Biometano pode abastecer até 60% do consumo de gás em Portugal até 2030 e custar um terço da eletrificação total

Biometano pode abastecer até 60% do consumo de gás em Portugal até 2030 e custar um terço da eletrificação total

Teresa Cotrim7 Jul
O biometano pode substituir até 60% do consumo de gás natural em Portugal até 2030, mas o setor alerta para entraves como a falta de regras claras de ligação à rede, incentivos insuficientes à produção e atrasos nas garantias de origem e no enquadramento no mercado de carbono, o que pode travar a expansão da tecnologia, defende a ATMAS.