Frota mundial da aviões comerciais deverá aumentar 33% até 2033, indica estudo

O mesmo estudo indicou também que se "prevê um crescimento médio anual de 5,8% do tráfego de passageiros entre 2022 e 2040, atingindo mais de 19 mil milhões de passageiros por ano".

Frota mundial da aviões comerciais deverá aumentar 33% até 2033, indica estudo
aviao

A frota mundial da aviões comerciais deverá aumentar 33% para mais de 36 000 aviões, até 2033, revelou o relatório “The Evolution of Airports: A Flight Path to 2050”, elaborado pela Oliver Wyman.

Além do aumento dos aviões comerciais, o relatório indicou que se “prevê um crescimento médio anual de 5,8% do tráfego de passageiros entre 2022 e 2040, atingindo mais de 19 mil milhões de passageiros por ano”.

No que diz respeito à escassez de combustíveis sustentáveis para a aviação (SAF) até 2030, esta “será um obstáculo à concretização do objetivo da indústria aeronáutica mundial de atingir a neutralidade carbónica até 2050”.

“É provável que se consigam produzir 5,4 mil milhões de galões de SAF até 2030, mas o sector da aviação necessitará de 16 mil milhões de galões de SAF só para manter a quantidade de emissões aos níveis praticados em 2019”, apontou Oliver Wyman.

O relatório disse ainda que a “escassez de mão de obra no sector da aviação ameaça limitar a capacidade de satisfazer a procura crescente”.

“Atualmente, cerca de 54% dos 11,3 milhões de pessoas que trabalham no setor da aviação estão empregados em aeroportos, o que apenas representa 3,9% da mão de obra do setor das viagens e do turismo (289 milhões de pessoas) a nível mundial”, frisou o estudo.

A Oliver Wyman vincou também que um dos objetivos dos aeroportos até 2050 é que “se tornem centros de produção de energia que ajudem a complementar os recursos disponíveis na rede nacional e a garantir a disponibilidade de energia verde, contribuindo assim para a descarbonização não só do seu setor, mas também dos restantes”.

“A descarbonização, entendida como a redução das emissões de carbono, é também uma vantagem competitiva para atrair novos clientes e investidores”, indicou o relatório.

 

 

Relacionado