Os responsáveis do fabricante automóvel norte-americano reconheceram esta quarta-feira que a Ford terá de cortar entre 7 mil e 8 mil milhões de dólares em despesas para ser tão competitivo como os principais rivais do sector automóvel.
O diretor financeiro da Ford, John Lawler, adiantou este valor na intervenção que fez na Conferência Wolfe Research Global Auto, que teve lugar em Nova Iorque, e no qual também participou Jim Farley, conselheiro delegado da marca automóvel norte-americana.
John Lawler adiantou que em 2023 a Ford poderá ter que suprimir os seus custos em 2,5 mil milhões de dólares, adianta a agência Efe, que cita este responsável. Este diretor explicou que metade do gasto excessivo da Ford, em comparação com os concorrentes (entre 3 mil milhões a 4 mil milhões de dólares) está relacionado com o elevado custo dos materiais.
Estas declarações vêm dar força ao anúncio do fabricante automóvel no início desta semana a propósito do anúncio de despedimentos nas fábricas europeias. Esta semana foram conhecidos mais detalhes relativamente a estes ajustes face às primeiras indicações conhecidas no início do ano.
De acordo com o “El Economista”, a fabricante automóvel norte-americana vai despedir 3.800 trabalhadores das áreas de engenharia de produto e administração.
Sabe-se já que a maioria das saídas vão acontecer na Alemanha e no Reino Unido, com um total de 3.600 trabalhadores a serem afetados por esta decisão. Os 200 postos de trabalho restantes serão eliminados em Espanha, sendo estes maioritariamente administrativos.