A Federação Nacional de Médicos (FNAM) acusou o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, e o primeiro-ministro, António Costa, de serem os responsáveis pela destruição do SNS e considerou que estes devem sofrer “todas as consequências”.
Em comunicado, a a FNAM apontou pouco resta do SNS e as culpas estão no “Ministério da Saúde de Manuel Pizarro e no Governo de António Costa, que devem ser responsabilizados por todas as consequências da sua irresponsabilidade e incompetência”.
“O tempo das negociações não produziu nada, foi uma encenação infrutífera, por decisão política do ministério de Manuel Pizarro e do Governo de António Costa, onde a única coisa que deixaram aos utentes e aos médicos foi o aprofundamento, unilateral, das razões que conduziram à atual situação, pelo que o tempo que agora vivemos é de soluções, tão urgentes como é todo o universo do SNS”, destacou a federação.
A FNAM recordou que “as unidades de saúde e os hospitais mais periféricos foram os primeiros a sentir os efeitos da falta de médicos”.
“O retrato é de tal modo grave que o seu levantamento fala por si: Serviços de Urgências que já enfrentaram encerramentos: Barcelos, Caldas da Rainha, Chaves, Guarda, Santarém e Tomar”, apontou a representante dos Médicos.
A Federação também alertou que “a situação vai ficar ainda mais difícil em novembro, uma vez que parte significativa dos médicos entregaram as suas declarações em outubro, nomeadamente em hospitais de referência como o Hospital Santa Maria, em Lisboa, os Hospitais de Santo António e de São João, no Porto, e o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra”.