A bolsa de Lisboa registou uma sessão negativa, com o índice PSI a recuar 0,27%, até aos 6.438 pontos. O grupo EDP destaca-se entre as quedas mais acentuadas.
As ações da EDP registaram a queda mais expressiva, na ordem de 2,72%, até aos 3,647 euros, ao passo que a EDP Renováveis recuou 2,55%, para 12,62 euros. Seguiu-se a Sonae, ao perder 0,77%, tendo-se ficado pelos 0,908 euros.
Em sentido contrário, a Ibersol contrariou a variação do índice ao ganhar 3,37%. Mais atrás, a Semapa adiantou-se 1,65%, para 14,78 euros, ao passo que a Navigator somou 1,52% e alcançou os 3,61 euros.
Lá fora o sentimento foi semelhante, com Reino Unido e Espanha a registarem as descidas mais fortes, em 0,88% e 0,84%, respetivamente. França perdeu 0,61%, o índice agregado Euro Stoxx 50 escorregou 0,44% e Itália resvalou 0,29%. O corte mais leve foi de 0,25%, na Alemanha.
Os futuros de Brent caíram ,31%, até aos 70,78 dólares, ao mesmo tempo que os futuros de crude perderam 0,16%, para 67,27 dólares.
“As bolsas europeias inverteram o otimismo matinal e acabaram por encerrar em baixa”, assinala-se na análise do departamento de Mercados Acionistas do Millenium Investment Banking.
“A subida das yields condicionou o sentimento, refletindo perspetivas de menores cortes de taxas de juro do que os investidores têm vindo a assimilar. As correções atravessaram a maioria dos setores, com o de recursos naturais, o tecnológico e o da banca a escaparem”, pode ler-se.
“No seio empresarial a Adidas foi um dos destaques positivos, em reação a contas, contrastando com a potencial restruturação agressiva que fez cair a Volkswagen e a resposta em baixa aos números do Santander”, esclarecem os analistas.