A Guiana passou a ser dos países no mundo mais cobiçados para a exploração de petróleo, de acordo com o El Economista. A ExxonMobil, através da Esso Exploration and Production Guyana Limited (EEPGL), deu uma garantia de 1,8 mil milhões de euros à agência ambiental do país, contra possíveis derrames que causem danos ambientais, por ordem do tribunal, acrescenta a mesma publicação.
Este interesse das empresas petrolíferas na Guiana deve-se ao facto do país ter a maior produção per capita de petróleo do mundo, o que levou a que o país lidere o crescimento económico mundial há três anos, sublinha o El Economista.
A mesma publicação refere que a produção de petróleo, na Guiana, é superior a 200 mil barris por dia, quando era praticamente zero há pouco mais de quatro anos.
A garantia de 1,8 mil milhões de euros, por parte da EEPGL foi confirmada pelo vice-presidente, Phillip Rietema. O “El Economista” refere que essa garantia, ordenada pelo tribunal, era condição necessária para a empresa continuar a operar na Guiana, onde tem em curso o projeto Liza 1.
Tal resulta do recurso aos tribunais do presidente do Instituto de Transparência da Guiana, Fredericks Collins, e de um cidadão, Godfrey Whyte, em setembro de 2022, reivindicando que agência de proteção ambiental do país implementasse uma cláusula de responsabilidade na licença emitida para a ExxonMobil operar na Guiana.
O objetivo passa por a EEPGL assumir total responsabilidade financeira numa situação de danos provocados ao meio ambiental, em resultado da exploração de petróleo no país, explica o El Economista.
O “El Economista” sublinha que o Liza 1 já produz acima da média da indústria, desde final de 2019, acrescentando que a empresa já anunciou, em fevereiro, que já tinha recuperado o dinheiro que investiu nesse projeto.