Eurodeputado do PSD diz que será pedida mobilização de ajuda no parlamento europeu

“No PE também iremos solicitar que todos os apoios disponíveis e previstos para estas situações sejam mobilizados”, disse o eurodeputado, referindo-se ao debate, na terça-feira, sobre prevenção e preparação de catástrofes naturais na União Europeia (UE), na sessão plenária em Estrasburgo (França).

Eurodeputado do PSD diz que será pedida mobilização de ajuda no parlamento europeu
Foto: REUTERS/Yves Herman

O eurodeputado Paulo Nascimento Cabral (PSD) referiu hoje que será pedida, no Parlamento Europeu (PE), a mobilização de todos os apoios a Portugal, no âmbito do mau tempo, elogiando o “pedido rápido” de ativação de reserva agrícola.

“No PE também iremos solicitar que todos os apoios disponíveis e previstos para estas situações sejam mobilizados”, disse o eurodeputado, referindo-se ao debate, na terça-feira, sobre prevenção e preparação de catástrofes naturais na União Europeia (UE), na sessão plenária em Estrasburgo (França).

O eurodeputado sublinhou ainda “o rápido pedido do Governo de Portugal para a ativação da reserva agrícola”, adiantando que a delegação social-democrata tudo fará para que “o processo de ativação da reserva agrícola seja o mais rápido possível e que exista consenso entre os nossos colegas eurodeputados”.

“Será um processo demorado até à reposição da normalidade, pois diversas infraestruturas fundamentais foram afetadas”, referiu também Paulo Nascimento Cabral, acrescentando que “a agricultura e os agricultores sempre foram resilientes, e agora necessitamos muito que não desistam”.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enviou na quinta-feira uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou hoje o ministério em comunicado.

O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

A este valor acrescem ainda os 275 milhões de euros do setor florestal.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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