“Está em causa a imagem de Portugal enquanto destino turístico”: ANAV alerta para constrangimentos nos aeroportos

A associação considera que a recente de decisão de suspender a recolha de dados biométricos nas partidas, para evitar perdas de voos, é um sinal de que o novo sistema de controlo de fronteira ainda não está totalmente estabilizado. "A dependência contínua de medidas de contingência não pode ser a solução para garantir a fluidez nos aeroportos portugueses”, diz Miguel Quintas, presidente da ANAV.

“Está em causa a imagem de Portugal enquanto destino turístico”: ANAV alerta para constrangimentos nos aeroportos
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A Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) está preocupada com os constrangimentos provocados nos aeroportos nacionais devido ao novo sistema de controlo de fronteira (Entry/Exit System (EES), e que podem colocar em causa Portugal como referência no setor do turismo. “Está em causa a imagem de Portugal enquanto destino turístico organizado e fiável, num momenta crítico que corresponde ao primeiro e último contacto do visitante com o país”, refere em comunicado Miguel Quintas, presidente da ANAV.

A associação considera que a recente de decisão de suspender a recolha de dados biométricos nas partidas, para evitar perdas de voos, é um sinal de que o novo sistema de controlo de fronteira ainda não está totalmente estabilizado. “A dependência contínua de medidas de contingência não pode ser a solução para garantir a fluidez nos aeroportos portugueses”, afirma.

Uma situação que de acordo com a ANV levanta sérias dúvidas sobre a capacidade de resposta dos aeroportos nacionais num cenário de maior pressão, em particular os aeroportos Humberto Delgado, Francisco Sá Carneiro e de Faro, como os mais expostos a estes riscos, dada a sua elevada procura, sobretudo em períodos de pico.

“Neste contexto, apelamos a uma resposta urgente, coordenada e eficaz entre o Governo, a Polícia de Segurança Pública, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo, a ANA Aeroportos de Portugal e todos os operadores aeroportuários, com vista a garantir previsibilidade, confiança e normalidade no funcionamento dos aeroportos nacionais”, salienta Miguel Quintas.

A ANAV sublinha que a imprevisibilidade operacional que tem vindo a ser registada constitui um fator de grande preocupação para passageiros, agências de viagens e operadores turísticos, dificultando o planeamento das viagens e aumentando significativamente o risco de perda de voos e falhas em ligações. “Esta realidade traduz-se não só numa deterioração da experiência dos clientes, mas também num aumento dos custos de assistência”, aponta.

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