Encontros Ibero-americanos de Poesia e Música: Argentina, Espanha e Portugal em foco

É já esta quinta-feira, 22 de junho, pelas 19h00, que a Fundação José Saramago acolhe a 6ª sessão dos Encontros Ibero-americanos: Poesia e Música.

Encontros Ibero-americanos de Poesia e Música: Argentina, Espanha e Portugal em foco
Fundação José Saramago

A 6ª sessão dos Encontros Ibero-americanos: Poesia e Música, que conta com o apoio da OEI – Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, traz à “casa” do Nobel da Literatura português, nesta 6ª sessão, os poetas Mercedes Roffé, da Argentina, Francisco Muñoz Soler, de Espanha e Maria João Cantinho, de Portugal, e conta com a curadoria de Lauren Mendinueta.

Mercedes Roffé, um dos nomes de referência da poesia contemporânea argentina, nasceu em 1954 em Buenos Aires. Colaborou com várias revistas e publicações em diferentes países e publicou, entre outras obras, “Poemas” (1978); “El tapiz” (1983), “Camara baja” (1987), “La noche y las palabras” (1996); “La cuestión del género” (ensaio sobre a cultura medieval, 1996); “Definiciones Mayas” (1999), “Antología Poética” (2001) e “La ópera fantasma” (2005).

É, também, tradutora de francês, inglês e castelhano, bem como uma das fundadoras da casa Ediciones Pen Press, uma editora independente de língua espanhola, com sede em Nova Iorque e que se dedica à edição de poesia contemporânea. Assim como professora de Literatura Moderna, doutorada em Literatura Espanhola e Latino-Americana, tendo recebido, em 2001, a Bolsa Guggenheim em Poesia.

O poeta Francisco Muñoz Soler, oriundo de Málaga, Espanha, tem uma vasta obra publicada em países como Espanha, México, Estados Unidos, Índia, Cuba, Turquia, Peru, El Salvador e Venezuela, e encontra-se traduzido em mais de 15 línguas. A sua poesia é íntima, cheia de sensibilidade, e convida à reflexão, sendo marcada por um compromisso ético, evidente em particular nos seus poemas de crítica social. O seu trabalho poético consta de diversas antologias e mais de uma centena de revistas literárias. É o organizador do Ciclo Poético Plenilunio de Málaga.

Maria João Cantinho tem dividido a sua vida entre a escrita, a filosofia e o ensino, tendo publicado “O Anjo Melancólico” como resultado da sua própria dissertação de mestrado.

A autora nasceu em Lisboa, em 1963, passou a infância em África, regressando a Portugal após o 25 de Abril. Estudou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa, onde realizou também mestrado e doutoramento, centrando-se na obra do filósofo Walter Benjamin. É professora efetiva do Secundário desde 1990 e Professora Auxiliar no IADE, Creative University of Lisbon, desde 2011, na área de Estética e História da Fotografia.

Além de figurar em várias antologias portuguesas e estrangeiras, também tem representado Portugal em festivais de poesia como Voix Vives du Mediterrannée, em Lodève (2006), Sète (2011), Sidi-Bou-Said (2014) e no Festival de Literatura do Recife (2006). Tem, igualmente, atuado como moderadora em sessões de literatura e apresentações de livros, e participado como júri nas áreas de Poesia, Ficção e Ensaio.

Aos três autores irão juntar-se, nesta 6ª sessão dos Encontros Ibero-americanos: Poesia e Música, na Fundação José Saramago, os músicos Edouard Rambourg, saxofonista de jazz francês, radicado em Portugal, e habituado a aliar a sua música à poesia e declamação de outros autores, e Carlos Barretto, contrabaixista e nome firmado do jazz português.

Os Encontros regressam no dia 6 de setembro enquanto ponto de encontro e cruzamento entre manifestações contemporâneas que, para além de duas línguas de origem comum, partilham traços culturais que podem, e devem, nutrir um crescente diálogo e partilha entre o público e os seus músicos e poetas.

A entrada é gratuita.

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