Numa reação aos dados divulgados, ontem, pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que totalizam 331.008 inscritos nos Centros de Emprego em fevereiro, os empresários continuam a falar num “desfasamento” entre a procura e a oferta de emprego e a criticar o “desperdício de recursos” por falta de formação.
Em fevereiro, o número de inscritos nos Centros de Emprego baixou em relação a janeiro, mas subiu 15. 363 face ao mês homólogo de 2023.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) diz, esta quinta-feira, ao Diário de Notícias que, os números do IEFP refletem um aumento da procura de emprego face ao mesmo período do ano anterior, mas destaca os resultados dos inquéritos aos associados.
“Têm vindo a refletir uma grande preocupação com a falta de mão-de-obra”, o que “denuncia um desfasamento entre a procura e oferta no mercado de trabalho”, afirma ao mesmo jornal.
Luís Miguel Ribeiro salienta ainda o facto de a maioria dos inscritos nos Centros de Emprego serem pessoas de idade superior a 25 anos que têm como habilitações somente o ensino secundário.
Segundo os dados do IEFP, os trabalhadores não-qualificados representam 87 828 pessoas, mais de um quarto (27,6%) dos mais de 318 mil inscritos nos Centros de Emprego em fevereiro.