A Electrolux, a maior fabricante de eletrodomésticos da Europa, teve prejuízos de 648 milhões de coroas suecas (cerca de 56 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, revelou esta quinta-feira a empresa sueca com presença em Portugal.
O grupo com sede em Estocolmo adiantou que as principais explicações para o resultado líquido negativo foram os consumidores a adquirem mais equipamentos low cost a redução na procura por parte das construtoras, uma vez que as obras em imóveis residenciais desaceleraram. A perda por ação foi de 2,40 coroas.
“O ambiente de fraca procura do mercado, com menor poder de compra do consumidor, resultando em mais consumidores a mudar para preços mais baixos, continuou também no segundo trimestre. A menor atividade de construção e a reforma residencial causou uma procura significativamente mais fraca na categoria de cozinhas embutidas, impactando-nos principalmente na Europa, onde temos uma forte posição nessa categoria”, admitiu o presidente e CEO da Electrolux.
Jonas Samuelson explicou que essa situação “resultou em volumes de vendas significativamente menores em comparação com o ano passado”, portanto, tendo em conta estes desafios no mercado, mostrou-se “satisfeito” pelo facto de a empresa ter conseguido manter “o mix estável” nos últimos três meses.
As vendas orgânicas caíram 8,4% em termos homólogos e as receitas líquidas fixaram-se nas 32,7 milhões de coroas suecas (aproximadamente 3 milhões de euros), de acordo com o relatório financeiro publicado esta manhã pela Electrolux, cujas ações negoceiam no principal índice da bolsa sueca (Nasdaq Stockholm).
A receita operacional incluiu -643 milhões de coroas referentes a provisões relacionada com um caso de concorrência em França. Excluindo este item não recorrente, o resultado operacional ascendeu a 519 milhões de coroas (45 milhões de euros), correspondendo a uma margem de 1,6%.
“Uma futura simplificação estrutural e redução da complexidade estão a ser avaliadas para permitir mais rapidez, foco e rentabilidade. A eficiência é um pré-requisito e a nossa prioridade número um este ano continua”, garantiu o CEO.