Dívida pública deverá ter ficado entre 96% e 97% do PIB em 2024, diz Joaquim Miranda Sarmento

Joaquim Miranda Sarmento falava na Leader’s Agenda 2025, organizada pelo ISEG, em Lisboa, onde apontou que o endividamento e as finanças públicas são um dos "estrangulamentos" da economia portuguesa.

Dívida pública deverá ter ficado entre 96% e 97% do PIB em 2024, diz Joaquim Miranda Sarmento
joaquim_miranda_sarmento_dd

A dívida pública terá fechado o ano de 2024 com um rácio entre os 96% e 97% do Produto Interno Bruto (PIB), adiantou hoje o ministro das Finanças.

Joaquim Miranda Sarmento falava na Leader’s Agenda 2025, organizada pelo ISEG, em Lisboa, onde apontou que o endividamento e as finanças públicas são um dos “estrangulamentos” da economia portuguesa.

Neste tema, o ministro salientou que atualmente o saldo orçamental é equilibrado, registou-se um excedente em 2023 e a estimativa do Governo para 2024 é de um excedente de 0,4% do PIB e para 2025 de 0,3%.

“Temos de manter excedentes para garantir que continuamos a reduzir a dívida pública”, reiterou o ministro, acrescentando que a dívida pública fechará 2024 entre 96% e 97% do PIB.

O rácio da dívida pública atingiu os 97,9% em 2023 e as estimativas inscritas no Orçamento do Estado para 2025 apontavam para uma dívida de 95,9% em 2024 e 93,3% em 2025.

Os dados relativamente à execução orçamental de 2024 em contabilidade pública serão divulgados hoje pela Direção-Geral do Orçamento e o ministro não quis antecipar valores, mas salientou que “correu bastante bem”.

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.