Dia D para polícia: “Última oportunidade para resolver o problema”, avisa Sindicato

As cinco associações da GNR e os seis sindicatos da PSP ameaçam abandonar as negociações e regressar aos protestos, caso o Governo não apresente uma proposta que vá ao encontro das expectativas.

Dia D para polícia: “Última oportunidade para resolver o problema”, avisa Sindicato
António Pedro Santos/Lusa

Os sindicatos dos polícias e GNR voltam a reunir-se com a ministra da Administração Interna esta quinta-feira, naquele que será o terceiro encontro entre estruturas sindicais e tutela. Em entrevista à “SIC Notícias”, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia garante que esta é “a última oportunidade” para um consenso em relação ao suplemento de missão.

“Hoje é o dia D. Costuma dizer-se que se dá três oportunidades. Hoje será a terceira oportunidade que nós vamos dar à senhora ministra para resolver um problema que se arrasta já há muitos meses e que precisa de ser resolvido com muita urgência. É preciso trazer tranquilidade para o sector da segurança. Haver insegurança no sector da segurança é algo que certamente ninguém quer”, aponta Armando Ferreira à publicação.

Para o presidente deste sindicato, é impensável que a ministra queira “criar modelos que diferenciam a base de cálculo da atribuição do suplemento missão”, nomeadamente o fator hierárquico. “Só apenas 2% dos polícias portugueses aceita receber um suplemento de missão diferenciado pelo posto hierárquico e nomeadamente em que os agentes recebem menos, depois recebem menos os chefes e só os oficiais é que recebem mais, isso para nós é algo completamente inadmissível”.

As cinco associações da GNR e os seis sindicatos da PSP ameaçam abandonar as negociações e regressar aos protestos, que pararam mediante as negociações com a tutela, caso o Governo não apresente uma proposta que vá ao encontro das expectativas.

Na mesa de negociações, este sindicato vai continuar a apresentar a proposta de 600 euros para o suplemento, considerando um valor “que não tem grande negociação por uma simples razão: já foi atribuído a uma polícia em Portugal [referindo-se à Polícia Judiciária], ou seja, há uma situação em que nós já temos uma qualificação e uma quantificação do que é o suplemento de risco”.

“Receber o valor do suplemento missão é igual para todos, porque o risco é igual para todos”, destaca Armando Ferreira.

Perante um não acordo, o líder do sindicato revelou já ter traçado contactos com grupos parlamentares. “Aqui só há uma solução, se o Governo não quiser resolver, vai ter que ser o Parlamento a resolver”, atira.

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