A decisão do tribunal do distrito da Columbia, na terça-feira, de que a Alphabet (detentora da Google) não precisa de vender o browser Chrome, mas que necessidade partilhar os dados da pesquisa com a concorrência, trouxe um novo ânimo aos investidores refletido no disparo em 6% das ações da tecnológica logo que foi revelado o veredicto das instâncias judiciais [na quarta-feira a tecnológica fechou o dia a valorizar 9,01%]. Mas posto isto qual será o futuro da empresa?
“A abertura em máximos históricos de hoje [quarta-feira] vem simbolizar a credibilidade e a boa perspetiva por parte dos investidores, em relação ao futuro da empresa”, assinala o analista da XTB, Vítor Madeira.
Isto significa que a decisão do tribunal acabou por ser “bem recebida pelos investidores”, tendo em conta que o assunto tinha sido um “catalisador negativo” no passado, fazendo com a possível perda do Chrome “penalizasse” a cotação da empresa, numa ótica de “expectativa futura”.
Já o analista da ActivTrades, Henrique Valente, diz que a decisão do tribunal foi “benéfica”, tanto para a Google como para a bolsa norte-americana, porque cria um “precedente” para os próximos casos.
“As principais tecnológicas representam uma parte substancial do mercado e também enfrentam problemas legais semelhantes aos da Google. A Google vai manter o controlo sobre o Chrome e continuará a pagar aos parceiros para garantir a preferência do browser, o que também é uma fonte de receitas para empresas como Apple e Microsoft”, refere Henrique Valente.
Analista destaca desempenho das Sete Magníficas
Vítor Madeira assinala que o crescimento das métricas financeiras da Google tem “superado as estimativas” dos analistas e “mantém-se o potencial” da empresa no futuro. “É importante notar que a Alphabet ficou “para trás” em relação a maior parte das Big 7, ou Sete Magníficas, [Amazon, Microsoft, Alphabet, Nvidia, Tesla, Meta, Apple], no início deste ano, em termos de valorização em bolsa; no entanto, nestes últimos meses, tem demonstrado valorizações substanciais e parece estar novamente a acompanhar os ganhos das demais”, salienta o analista da XTB.