CPLP condena veementemente prisão preventiva de Domingos Simões Pereira

A CPLP recomendou a “retoma urgente da ordem constitucional”, considerando esta uma “condição indispensável para a plena reposição da paz e a estabilidade” na Guiné-Bissau.

CPLP condena veementemente prisão preventiva de Domingos Simões Pereira
CPLP

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) condenou esta quarta-feira “veementemente” a prisão preventiva do presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, e apelou à sua libertação imediata e incondicional.

Em comunicado, a CPLP recomendou a “retoma urgente da ordem constitucional”, considerando esta uma “condição indispensável para a plena reposição da paz e a estabilidade” na Guiné-Bissau, país que se encontra suspenso da organização.

A CPLP reafirmou ainda “o seu firme compromisso na defesa dos princípios e valores basilares do Estado de direito democrático consagrados nos seus atos fundacionais, que caracterizam a Comunidade”.

Domingos Simões Pereira está detido desde sexta-feira nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, após um período em prisão domiciliária.

Relacionado

Guiné-Bissau: Oposição considera referendo constitucional “fracasso total”

Guiné-Bissau: Oposição considera referendo constitucional “fracasso total”

Num comunicado conjunto, as coligações PAI - Terra Ranka [de que faz parte o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC)] e API - Cabas Garandi saudaram e agradeceram ao povo guineense pela "resposta positiva ao apelo ao boicote" à consulta popular, convocada pelas autoridades militares, que estão no poder da Guiné-Bissau desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.
Guiné-Bissau: Opositor Fernando Dias da Costa saúda abstencão no referendo à Constituição

Guiné-Bissau: Opositor Fernando Dias da Costa saúda abstencão no referendo à Constituição

Na mensagem em vídeo, que está a ser veiculada nos órgãos de comunicação social guineenses, o opositor sublinha que “a forte abstenção registada e a fraca participação popular” constituem uma “mensagem política inequívoca de que os cidadãos não estão dispostos a legitimar, pelo silêncio ou pela resignação, um processo constitucional conduzido sem o necessário consenso nacional”.