CPAS pede “equidade” no acesso à isenção extraordinária de contribuições sociais para profissionais afetados pela tempestade

A Caixa de Previdência dos Advogados, Solicitadores e Agentes de Execução (CPAS) defendeu que os seus beneficiários devem ser abrangidos pela medida extraordinária do Governo, que prevê a isenção ou diferimento do pagamento de contribuições à Segurança Social.

CPAS pede “equidade” no acesso à isenção extraordinária de contribuições sociais para profissionais afetados pela tempestade
CPAS – Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores

A Caixa de Previdência dos Advogados, Solicitadores e Agentes de Execução (CPAS) defendeu esta quarta-feira que os seus beneficiários e contribuintes devem ser abrangidos pelas medidas de emergência anunciadas pelo Governo após a depressão Kristin, pedindo que seja “assegurada equidade no acesso” à isenção ou diferimento do pagamento de contribuições à Segurança Social.

Em comunicado, a CPAS, a Ordem dos Advogados (OA) e a Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) manifestam “a sua profunda preocupação com o impacto” da tempestade e “a mais sincera solidariedade para com todos os cidadãos atingidos pelos danos pessoais, sociais e materiais, entre os quais se contam também muitos beneficiários e contribuintes da CPAS”.

“Como previsto no regime geral, esta medida é financiada por transferências do Orçamento do Estado e, por isso, a CPAS considera essencial que a medida de isenção ou diferimento de contribuições seja igualmente aplicável aos seus Beneficiários, garantindo o respeito pelo princípio da igualdade entre todos os contribuintes portugueses”, lê-se na mesma nota.

A medida de emergência em causa, aprovada em Conselho de Ministros extraordinário no dia 1 de fevereiro, cria um regime excecional e temporário de isenção, total ou parcial, do pagamento de contribuições à segurança social, não cumulável com outras medidas extraordinárias que assegurem o mesmo fim, em vigor até seis meses, prorrogável por igual período, no caso da isenção total, mas aumenta para um ano, no caso de isenção parcial de 50% da taxa contributiva a cargo do empregador.

De acordo com a CPAS, “a exclusão dos contribuintes da CPAS criaria uma desigualdade de tratamento sem fundamento material e contrária aos princípios constitucionais da igualdade e da proteção da confiança”.

“Tendo em conta o impacto económico e social da atual situação, a CPAS entende que deve ser assegurada equidade no acesso à referida medida de emergência aprovada no Conselho de Ministros extraordinário de 1 de fevereiro, uma vez que muitos advogados, solicitadores e agentes de execução enfrentam as mesmas dificuldades de todos os que foram afetados pela tempestade Kristin”, justifica a entidade presidida por Victor Alves Coelho.

Relacionado

Ordem pede à Justiça medidas urgentes que acautelem funcionamento dos tribunais em plena situação de calamidade

Ordem pede à Justiça medidas urgentes que acautelem funcionamento dos tribunais em plena situação de calamidade

Inês Amado30 Jan
"É um fenómeno excecional que exige uma resposta proporcional no plano da justiça", lê-se num comunicado emitido pela entidade presidida pelo Bastonário João Massano, que sublinha a necessidade de adaptar a "atividade judiciária às restrições objetivas verificadas" durante um "período estritamente necessário" nos cerca de 60 municípios mais atingidos pela tempestade. 
Plataforma e-Leilões ultrapassa oito mil milhões de euros em vendas nos primeiros 10 anos

Plataforma e-Leilões ultrapassa oito mil milhões de euros em vendas nos primeiros 10 anos

Maria Teixeira Alves2 Set
Desenvolvida e gerida pela OSAE, por despacho do Ministério da Justiça, a plataforma gerou, até julho de 2026, mais de oito mil milhões de euros. No primeiro trimestre deste ano, as vendas superaram os 121,5 milhões de euros, com mais de 2.500 leilões realizados e cerca de 46.900 licitações. O imobiliário concentrou a maior parte deste volume, com mais de 118,6 milhões de euros, 1.200 leilões e 36.500 licitações.