Costa salienta compromisso firme da UE com as metas ambientais

“A UE continua firmemente comprometida com uma transição climática justa, equilibrada e socialmente responsável — uma transição que seja pragmática, economicamente eficiente e que gere oportunidades económicas”, escreveu Costa, numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Costa salienta compromisso firme da UE com as metas ambientais
FILE PHOTO: Portuguese Prime Minister Antonio Costa speaks to the press as he attends a European Union leaders summit in Brussels, Belgium March 21, 2024. REUTERS/Johanna Geron/File Photo

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, sublinhou hoje o “compromisso firme” da União Europeia (UE) com a transição climática, felicitando o acordo alcançado pelos governos nacionais de reduzir até 90% as emissões poluentes até 2040.

“A UE continua firmemente comprometida com uma transição climática justa, equilibrada e socialmente responsável — uma transição que seja pragmática, economicamente eficiente e que gere oportunidades económicas”, escreveu Costa, numa mensagem divulgada nas redes sociais.

O antigo primeiro-ministro felicitou ainda a presidência semestral dinamarquesa do Conselho da UE por “assegurar acordos-chave que impulsionam o caminho da UE rumo à neutralidade climática até 2050”.

Os estados-membros da UE aprovaram hoje uma redução vinculativa de 90% das emissões até 2040, juntamente com um compromisso de redução entre 66,25% e 72,5% até 2035.

Costa, que representa a UE, juntamente com a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, na cimeira da ONU sobre o clima COP 30, acrescentou que o acordo reafirma a “liderança global da UE na luta contra as mudanças climáticas”.

O Conselho da UE chegou hoje a um acordo político para reduzir as emissões de CO2 em 90% até 2040, em relação a 1990, embora diluindo os objetivos com medidas que concedem maior flexibilidade aos Estados-membros.

Numa reunião extraordinária em Bruxelas dos ministros do Ambiente da UE, que durou quase 20 horas, Portugal votou a favor numa votação que era por maioria qualificada, segundo fontes europeias.

Está em causa uma alteração à lei europeia do clima que prevê a redução de 90% das emissões líquidas de gases com efeito de estufa (em comparação aos níveis de 1990) como etapa intermédia rumo à neutralidade climática em 2050.

Pode também ser utilizada uma contribuição de 5% para créditos de carbono internacionais, permitindo aos países investir em projetos sustentáveis no estrangeiro e isso contar para a sua meta nacional.

Relativamente a esta questão, Portugal pediu nas negociações maior abertura para incluir créditos de projetos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, como em Cabo Verde.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.