Conversational Intelligence

Quem não se recorda do mítico anúncio, em que uma elegantíssima senhora e um motorista bonacheirão protagonizam um diálogo numa limusine?

Conversational Intelligence
Conversational Intelligence

‘- Ambrósio, apetecia-me algo.
– Paramos para a senhora comer alguma coisa?
– Não. É que eu queria algo…bom.
– Tomei a liberdade de pensar nisso, senhora.
– Oh, bravo, Ambrósio!

Quem não se recorda do mítico anúncio, em que uma elegantíssima senhora e um motorista bonacheirão protagonizam um diálogo numa limusine? Este anúncio foi exibido pela primeira vez em Portugal há 25 anos e tem todos os ingredientes que os consumidores procuram. Um desejo instantâneo, uma interação instantânea e uma resposta instantânea ao desejo.

Os consumidores, principalmente da geração Millennial, procuram respostas instantâneas com conteúdo simples e objetivo. Aliás, eles exigem isso. Se o conseguirem sem qualquer interação telefónica, tanto melhor. Estudos indicam que esta geração vai gastar mais de 200 mil milhões de dólares anualmente, a partir de 2017, e 89% dos seus smartphones estão ligados à internet.

Quantas vezes são tomadas decisões e definidos planos através de mensagens. Hoje, a interação típica é feita por mensagens. Diariamente, são trocadas cerca de 34 mil milhões de mensagens no WhatsApp. Isto ilustra bem que o passo lógico na melhoria da experiência de interação entre clientes e empresas são as soluções de Conversational Intelligence (CI).

Estas soluções transformam a experiência de relacionamento dos clientes, colaboradores e parceiros com a empresa. Chatbot é um “pedaço” de software com inteligência artificial e/ou processamento de linguagem natural, desenhado para estimular a conversa com humanos através de uma interface de mensagens (Messenger, WhatsApp, SMS, etc.) para interagir com pessoas, marcas ou serviços.

As soluções de CI melhoram a experiência de interação em três áreas – os 3 C’s de CI. Commerce (encomendar uma pizza, reservar um carro, etc.), Content (procurar horários de voos, promoções, etc.) e Care (descobrir se há uma interrupção de energia na minha área, etc.). Para o consumidor, o fator mais importante que a conversação inteligente permite é poupar tempo. A escolha é óbvia entre enviar uma mensagem para obter informação instantaneamente e, por exemplo, evitar a espera de um call center.

A Gartner prevê que, até 2020, as empresas realizarão 85% das interações com os clientes sem um interlocutor humano. Os ‘chatbots’ serão o principal motivo dessa transformação, mas é necessário evitar os “pecados” do passado. Quando o “terramoto” da mudança do canal web para a apps começou, não foi possível perceber a atual sobrecarga de apps. Em média, os utilizadores de smartphones recorrem a 3 apps para 80% da sua utilização. As soluções de CI devem ser pensadas de forma estratégica com foco no principal fator crítico de sucesso: Design & User Experience.

Empresas como a Whole Foods, PizzaHut, KLM, American Express e CNN já estão a tirar partido deste novo canal de interação com os seus clientes. Os chatbots ainda não têm a arte do Ambrósio, mas para lá caminham a passos largos.

Relacionado

CIP: Conflito no Golfo vai acentuar travagem na economia

CIP: Conflito no Golfo vai acentuar travagem na economia

António Sarmento31 Mar
O Barómetro de Conjuntura Económica CIP – Confederação Empresarial de Portugal/ISEG de março de 2026 prevê que o impacto negativo do conflito no Golfo Pérsico no crescimento da economia portuguesa se faça sentir já nos números do primeiro trimestre, podendo intensificar-se nos trimestres seguintes.
Portugal criou 23.925 novas empresas até maio menos 0,7% face ao ano anterior

Portugal criou 23.925 novas empresas até maio menos 0,7% face ao ano anterior

Ruben Pires6 Jun
"Mais de metade dos setores de atividade recuam na constituição de empresas. Entre eles, destaca-se os Transportes (-26%; -580 constituições), nomeadamente as ‘atividades de serviços de transporte de passageiros, a pedido, em veículo com condutor’ (-52%; -874 constituições) que desceu para mais de metade. No entanto, esta atividade cresceu muito nos últimos anos, atingindo em 2024 máximos que superam todas as atividades económicas em qualquer outro ano", salienta o barómetro da Informa D&B.