A atividade económica nos EUA foi consideravelmente mais forte do que o esperado no segundo trimestre, crescendo a um ritmo anualizado de 2,8%, acima de 1,4% no primeiro trimestre, impulsionada sobretudo pelos gastos do consumidor que cresceram 2,3%, acima de 1,5% no primeiro trimestre. Os gastos com bens, como carros e eletrodomésticos, aumentaram a uma taxa de 2,5% após terem caído 2,3% nos primeiros três meses do ano. A notável valorização dos índices acionistas americanos entre abril e junho poderá justificar parte deste bom desempenho do consumidor.
A variável investimento apresentou igualmente um contributo apreciável, tendo o investimento fixo acelerado ainda mais o seu ritmo do primeiro trimestre e a variação de stocks aumentado depois de uma variação negativa de janeiro a março. Pela negativa, as importações, que são subtraídas ao PIB, subiram 6,9%, o maior aumento trimestral desde o primeiro trimestre de 2022. Na ótica da despesa, o consumo pesa atualmente 67,7% no PIB dos EUA, o investimento 18%, as despesas do governo 17,5% e as contas externas -3,1%, esta última rubrica com um peso negativo ditado pelo crónico défice comercial norte-americano.
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