Consumidor resiliente nos EUA

PIB dos Estados Unidos aumenta 2,8% no segundo trimestre, acima do crescimento esperado de 2,1%, mas impulsionado por um consumidor cada vez mais endividado.

Consumidor resiliente nos EUA
2 - Estados-Unidos

A atividade económica nos EUA foi consideravelmente mais forte do que o esperado no segundo trimestre, crescendo a um ritmo anualizado de 2,8%, acima de 1,4% no primeiro trimestre, impulsionada sobretudo pelos gastos do consumidor que cresceram 2,3%, acima de 1,5% no primeiro trimestre. Os gastos com bens, como carros e eletrodomésticos, aumentaram a uma taxa de 2,5% após terem caído 2,3% nos primeiros três meses do ano. A notável valorização dos índices acionistas americanos entre abril e junho poderá justificar parte deste bom desempenho do consumidor.

A variável investimento apresentou igualmente um contributo apreciável, tendo o investimento fixo acelerado ainda mais o seu ritmo do primeiro trimestre e a variação de stocks aumentado depois de uma variação negativa de janeiro a março. Pela negativa, as importações, que são subtraídas ao PIB, subiram 6,9%, o maior aumento trimestral desde o primeiro trimestre de 2022. Na ótica da despesa, o consumo pesa atualmente 67,7% no PIB dos EUA, o investimento 18%, as despesas do governo 17,5% e as contas externas -3,1%, esta última rubrica com um peso negativo ditado pelo crónico défice comercial norte-americano.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

EUA: Compra de obrigações pelo Tesouro vista como positiva para as ações

Ruben Pires2 Set
A maioria dos analistas consultados pelo JE consideram que a subida do limite mínimo de recompra pelo Tesouro dos Estados Unidos de obrigações, de dois mil milhões de dólares para quatro mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões de euros), a partir de 9 de setembro, pode ter um efeito positivo sobre o mercado de ações, apesar da dimensão da intervenção ser reduzida. Entre os setores que podem sair mais beneficiados estão os que possuem maior sensibilidade às taxas de juro como o tecnológico, o imobiliário e as utilities.