Conselho Europeu de Investigação vai financiar mais três projetos liderados por investigadores portugueses

Pedro Camanho, do LAETA/INEGI/U.Porto, único dos três cientistas portugueses a fazer investigação no pais, obteve 3,5 milhões de euros do ERC. Já Portugal atinge a marca dos 88,5 milhões de euros de financiamento nos concursos do Conselho Europeu de Investigação desde 2021.

Conselho Europeu de Investigação vai financiar mais três projetos liderados por investigadores portugueses
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O Conselho Europeu de Investigação (European Research Council – ERC) anunciou esta quinta-feira, 11 de abril, ter selecionado 255 projetos, totalizando 652 milhões de euros no âmbito do  concurso ERC Advanced Grant 2023, que visa financiar projetos científicos em todos os domínios científicos e liderados por investigadores com reconhecida experiência nas suas áreas.

Três destes projetos são liderados por investigadores portugueses, dois dos quais se integram na diáspora científica.

A operar em Portugal, Pedro Camanho, do LAETA/INEGI/U.Porto, obteve um financiamento de 3,5 milhões de euros. O projeto INELASTIC – “Linking the scales towards non-conventional polymer composite structures” na área da engenharia mecânica tem como ambição, entre outros aspetos, impactar a descarbonização do sector aeroespacial, através da criação de conhecimento que levará à descoberta de novos materiais compósitos não convencionais.

Com este resultado, a investigação desenvolvida em instituições do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia atinge a marca de 88,5 milhões de euros e de 57 projetos coordenados nos concursos do ERC desde o início do Horizonte Europa (2021), o programa-quadro de financiamento europeu de investigação e inovação para o período de 2021-2027.

Paula Mendes desenvolve na Universidade de Birmingham o projeto GLYCANREAD – “New frontiers in glycan recognition and detection”, que tem a capacidade de cruzar diversas áreas como a biotecnologia, química e materiais para a obtenção de novos biossensores, com um impacto nas abordagens diagnósticas e terapêuticas.

Nuno Maulide, da Universidade de Viena, pretende com o projeto C-HANCE – “CarbonHydrogen bond activation via a new charge control approach” revolucionar a forma como os químicos orgânicos olham para a ligação C-H, omnipresente nas áreas da biologia e química, com um impacto generalizado na transformação de compostos e nos seus métodos de síntese.

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