Bolsas europeias maioritariamente negativas e nem a subida de 3,88% da Mota salva o PSI

A Europa teve uma sessão de bolsa maioritariamente negativa o que é explicado principalmente pela divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), e receios macroeconómicos com a inflação, mas também devido aos receios de uma escalada da guerra na Ucrânia.

Bolsas europeias maioritariamente negativas e nem a subida de 3,88% da Mota salva o PSI
Man looks at screens showing stock information at brokerage house in Hubei province

A Europa teve uma sessão de bolsa maioritariamente negativa o que é explicado principalmente pela divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), e receios macroeconómicos com a inflação, mas também devido aos receios de uma escalada da guerra na Ucrânia. Isto depois do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, ter anunciou na segunda-feira, por ocasião dos 35 anos da independência ucraniana, que a empresa de defesa MBDA vai partilhar os elementos necessários para que Kiev possa fabricar os seus próprios mísseis de longo alcance ‘Storm Shadow’, sistemas que Londres já fornece às forças ucranianas, instando a França a juntar-se a esta iniciativa. A Rússia ameaçou com “consequências”.

Por outro lado o mercado reagiu ao que disse o membro do BCE Dimitar Radev, queafirmou nesta manhã que as reuniões de outubro e dezembro seguem em aberto para novos ajustes, argumentando que os formuladores de política monetária não devem esperar a confirmação dos efeitos secundários para agir.

“As bolsas europeias encerraram globalmente em baixa, com a grande maioria dos setores em queda, acabando por ofuscar o bom desempenho do setor Tecnológico, que esteve motivado pelas contas e projeções da Nvidia e da Salesforce e que geram entusiamo em Wall Street”, refere a análise da MTrader ao fecho dos mercados na Europa.

O PSI caiu -0,60% para 9.389,24 pontos, apesar da subida de +3,88% da Mota-Engil. Com metade dos títulos em queda, a liderança nas perdas coube à Galp que desceu -2,08% para 20,71 euros. Seguiu-se a REN a recuar -1,54% para 3,510 euros; a Jerónimo Martins caiu -0,88% para 18,0 euros e a Sonae perdeu -0,74% para 2,01 euros; a EDP, por sua vez, caiu -0,68% para 4,666 euros; e a EDPR deslizou -0,58% para 13,73 euros. Destaque ainda para o BCP que caiu -0,45% para 1,1070 apesar da Bestinver Securities ter melhorado a avaliação do título BCP, elevando o preço-alvo de 0,90 euros para 1,10 euros. Já a recomendação não sofreu alterações (para hold).  O preço-alvo médio do BCP atribuído pelos analistas é de 1,13/ação (dados Bloomberg).

“A Banca foi o setor a registar a maior descida, em especial a francesa, perante o ressurgimento da preocupação com a instabilidade política, na antecâmara de um debate crucial, no qual os candidatos à presidência devem apresentar as suas visões para o país”, referem os analistas da MTrader.

Nas principais praças europeias, só o DAX fechou em alta ao avançar +0,31% para 26.367,2 pontos.

De resto o terreno negativo dominou. O vasto Stoxx 600 caiu 0,72% e o EuroStoxx 50 perdeu 0.71% para 6.424,7 pontos.

O britânico FTSE 100 perdeu -0,79% para 10.792,5 pontos;  0 CAC 40 tombou -1,68% para 8.319,9 pontos; o FTSE MIB caiu -1,17% para 52.265,12 pontos; e o espanhol IBEX cedeu -0,93% para 19.881,6 pontos.

O maior destaque negativo foi a gigante das bebidas francesa Pernod Ricard, cujas ações afundaram 7,4% após rever em baixa as suas previsões de crescimento devido à fraca procura nos EUA e na China. As vendas anuais caíram 3,9%, levando o fabricante de bebidas espirituosas a acelerar o seu programa de redução de custos no valor de mil milhões de euros.

O petróleo Brent inverteu a tendência de queda dos últimos dias e fechou hoje, quinta-feira, 27 de agosto de 2026, em alta, terminando a sessão cotado a 88,46 dólares por barril na bolsa ICE de Londres.

 

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