A apresentação do Conselho Consultivo Estratégico do Banco Português de Fomento decorreu na passada terça-feira, na FPF Arena Portugal, na Cidade do Futebol, em Caxias, e o seu presidente, Nuno Amado, disse que a missão é “apoiar o BPF na definição da sua visão de longo prazo” e “acrescentar valor com pensamento estratégico”.
Na sua intervenção, Nuno Amado revelou que o “Conselho Consultivo Estratégico vai reunir-se duas vezes por ano, eventualmente três ou quatro”.
O Conselho Estratégico é um órgão consultivo e é composto por 20 membros. Vale a pena salientar que os cargos não são remunerados.
Para além de Nuno Amado, como presidente, o Conselho Estratégico tem como vice-presidentes Fernando Ulrich (chairman do BPI), António Ramalho (ex-CEO do Novobanco e atual presidente da Lusoponte), José João Guilherme (ex-administrador da CGD), José Leite Maia (antigo administrador do Santander Totta), Filipe Cartaxo (administrador do Banco Europeu de Investimento), Birthe Bruhn-Léon (diretora do departamento de instituições financeiras do Banco Europeu de Investimento), Esmeralda Dourado (administradora não executiva independente do BCP), José Theotónio (CEO do Grupo Pestana), Jorge Rebelo de Almeida (CEO do Grupo Vila Galé), Isabel Furtado (CEO da TMG Automotive), Fernando Daniel Nunes (presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Grupo Visabeira), Rui Paulo Rodrigues (vice-presidente da Simoldes), Filipe de Botton (chairman da Logoplaste), Joaquim Cabaço (chairman e CEO do Grupo Trivalor), João Bento (CEO dos CTT), José Pedro Almeida (especialista em inteligência artificial do INSEAD), Daniela Braga (fundadora da Defined.ai), Nuno Prego Ramos (cofundador da CellmAbs) e Nuno Sebastião (CEO da Feedzai).
O Conselho Estratégico é um órgão consultivo mas, pela sua composição, revela-se um órgão de influência na economia, uma vez que estão representadas grande parte das empresas mais importantes do país. Ainda que de forma informal, este promete ser um órgão com poder de intervenção nas políticas de desenvolvimento do país. O Conselho Estratégico terá magistratura de influência para “fazer acontecer pela economia portuguesa” e, tal como disse Nuno Amado, o BPF “quer ser um motor transversal do impacto no país”.
Cumprindo os estatutos, que estipulam um mínimo de 10 e um máximo de 20 elementos, o novo Conselho Estratégico tem a casa cheia.
Nuno Amado destacou que “o Banco de Fomento é muito importante para as empresas deste país e tem como objetivo apoiar o crescimento económico, de forma sustentada, promovendo a inovação e a internacionalização, e apoiando projetos nacionais estratégicos do ponto de vista económico e financeiro”.
“Posso dizer que a velocidade [de aprovação dos apoios do Banco de Fomento às empresas] está a ser compatível e tem de continuar a ser compatível com uma análise técnica cuidada [de risco de crédito], com instrumentos e com estruturas financeiras, nacionais ou internacionais, que protejam o capital do Banco Português de Fomento, para que este possa ter um efeito multiplicador na economia e para que não seja um efeito de curto prazo, mas sim de longo prazo”, disse Nuno Amado, acrescentando que “essa é uma das coisas que nós temos de analisar no Conselho Consultivo Estratégico”.
O BPF “tem um posicionamento único porque tem a capacidade de coordenar uma resposta em tempo rápido, em articulação com o Governo e com os seus parceiros, o que nenhuma outra entidade tem a possibilidade de fazer”, disse o banqueiro.
O Banco de Fomento “pode complementar os bancos comerciais e pode também colocá-los em concorrência”, afirmou.
O BPF “tem a possibilidade, pela ligação que tem ao Estado e às entidades públicas, de analisar projetos estruturantes para o país, que precisam desta instituição que faz a ponte entre a banca comercial e os interesses do Estado português”.
O Conselho Consultivo Estratégico tem de manter um diálogo constante com todos os stakeholders, disse o seu presidente.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, apelidou-o de “excecional conselho estratégico”.