Concurso para sede da direção do SNS denunciado por anomalias

É incomum uma proposta mais cara do que outra sair vencedora de um concurso público, mas foi isso que aconteceu no projeto para a reabilitação do edifício destinado à sede da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto, numa empreitada com um preço base de 6,5 milhões de euros.

Concurso para sede da direção do SNS denunciado por anomalias
Estamo

A empresa responsável pela remodelação da sede da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) excluiu a proposta dada como vencedora devido a fortes indícios de terem existido atropelos às regras da concorrência pela relação entre quem avaliava e quem era avaliado. Consequentemente, o caso foi denunciado às autoridades. Esta é uma notícia avançada em exclusivo pelo JE na edição de fim-de-semana,

É incomum uma proposta mais cara do que outra sair vencedora de um concurso público, mas foi isso que aconteceu no projeto para a reabilitação do edifício destinado à sede da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto, numa empreitada com um preço base de 6,5 milhões de euros. Só que não contou, porque o vencedor foi excluído depois de denunciadas irregularidades e uma relação entre esta e a empresa contratada para avaliar as propostas, que tem uma.

A história conta-se assim: a Direção Executiva do SNS foi criada em 2022, precisava de uma sede e o edifício escolhido para esse efeito foi o da antiga Direção Regional de Economia do Norte, situado na freguesia de Ramalde, no Porto, muito próximo da estação de metro. Mas precisava de obras e, por isso, a Estamo – Participações Imobiliárias, empresa responsável pela gestão de ativos imobiliários não estratégicos do estado, convidou 10 empresas a apresentarem propostas para a “conceção e reabilitação do imóvel sito na R. Direita do Viso, Porto, para instalação da sede da DE-SNS”.

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