O CEO do grupo EDP abordou hoje a questão do concurso para as redes de baixa tensão programado para 2026. A companhia é a atual detentora da concessão e Miguel Stilwell d’Andrade defendeu o percurso feito até agora.
“A E-Redes tem desempenhado o seu papel como operador da rede de distribuição com excelência. O concurso não visa resolver um problema operacional. Há essa necessidade formal, mas somos um exemplo do ponto de vista de eficiência. Estamos comprometidos”, disse hoje o gestor em discurso durante o evento da E-Redes que marcou o fim do programa de instalação de contadores inteligentes em toda a rede nacional.
Recordou que o Governo de António Costa tinha escolhido o modelo de concurso de zona única, ou seja, ir a concurso toda a rede nacional, não dividindo o país. No entanto, esta opção foi descartada pelo atual Governo, pelo menos para já, ao revogar a medida anterior e nomear a Comissão de Coordenação para a Baixa Tensão (CCBT), presidida por Nuno Ribeiro da Silva.
O gestor recordou que a EDP também tem apostado nas redes elétricas noutras geografias como Espanha e no Brasil, onde viu várias concessões serem renovadas por mais 30 anos.
Sobre o concurso em Portugal apontou que uma questão-chave é evitar a separação entre a baixa e a média tensão: “Não existe em nenhum lugar do mundo essa separação”, avisou.
“Nosso compromisso com as redes é indiscutível. As redes são 30% do nosso EBITDA e resultado líquido. Vamos aumentar o investimento nas redes”, concluiu Miguel Stilwell d’Andrade.