Como explorar mercados que ainda não existem?

É uma realidade incontornável que a única certeza em relação às mudanças a que assistimos na tecnologia, na sociedade e na economia, é que a sua velocidade continuará a aumentar.

Como explorar mercados que ainda não existem?
Bruno Padinha Final

É uma realidade incontornável que a única certeza em relação às mudanças a que assistimos na tecnologia, na sociedade e na economia, é que a sua velocidade continuará a aumentar.

Sem bola de cristal para prever o futuro e os impactos que trará, as empresas do setor de telecomunicações, media e tecnologia (TMT) enfrentam duplamente esta angústia, por um lado introduzindo elas próprias a revolução tecnológica disruptiva e por outro lado expondo-se a novos entrantes que querem obliterá-las através da inovação.

A quinta geração de tecnologias de comunicação móveis (5G) abrirá novos modelos de negócio e possibilidades quase infinitas para o setor de TMT, permitindo a ligação online de mais pessoas, objetos e locais do que alguma vez foi possível. O seu sucesso dependerá da audaz combinação com outros avanços como a inteligência artificial, a analítica avançada, o blockchain, a cloud e a automação, integrando-as em plataformas onde fluem a informação e o conhecimento.

Não é possível sabermos que produtos existirão daqui a 10 anos, a que clientes e mercados se destinarão, mas o sucesso não depende dessa previsão: neste mundo incerto, as empresas de TMT têm de compreender o ambiente e a sensibilidade operacional do seu modelo de negócio; têm de ler o mercado instantaneamente e reagir tempestivamente; têm, em suma, de coordenar os seus recursos e ecossistemas para responder às necessidades dinâmicas dos seus clientes.

Exemplo desta abordagem é a interpretação da informação proveniente das redes sociais e a capacidade que hoje em dia emerge de comércio conversacional, i.e., a utilização de robots e outras tecnologias de conversação automática para as empresas interagirem com os seus clientes através de SMS, WhatsApp e afins, fortalecendo uma relação personalizada, de confiança e bidirecional.

Não há um estágio final fixo para esta transformação, tem de ser um processo continuamente iterativo, como está patente nas empresas de TMT que estão, por exemplo, a utilizar a tecnologia de automação inteligente para tornar os seus back-offices centros globais de suporte ao negócio, que evoluirá para imitar cada vez mais a inteligência humana na análise, na quantificação e no suporte à tomada de decisão de negócio, dotando-as de flexibilidade e agilidade na ida ao mercado e rapidez e eficiência na satisfação dos seus clientes. É um prenúncio para os gigantes de TMT do futuro, atuais ou que ainda estejam por nascer.

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