A Coligação Confiança votou contra as contas apresentadas pela Câmara do Funchal, que é liderada pela coligação PSD/CDS-PP. A reunião de Câmara aprovou as contas, referentes a 2022, que tiveram um saldo positivo de cinco milhões de euros.
“Consideramos que este documento comprova o regresso à política do endividamento e do aumento da cobrança de impostos aos funchalenses, abandonando uma prática de rigor orçamental mantida ao longo dos últimos anos”, disse a Coligação Confiança.
A força partidária considerou que as contas apresentadas pela autarquia mostram que as suas opções políticas provocaram “um aumento de dívida para 45 milhões de Euros e uma cobrança recorde de impostos (diretos e participação de IRS) que superou em 16 milhões de euros o ano anterior, enquanto extingue a taxa de derrama sobre os lucros das grandes empresas”.
A Coligação Confiança acrescentou que ficou “desvendada a mentira” de que a dívida da Águas e Resíduos da Madeira (ARM) “seria reconhecida e paga, quando verificamos que em 2022 a Câmara do Funchal pagou ainda menos do que no ano anterior a esta entidade pelo fornecimento de água em alta e pela gestão dos resíduos”.
O vereador da Coligação Confiança na Câmara do Funchal, Miguel Gouveia, considerou “absurdo que este executivo venha se vangloriar, falando em lucros de cinco milhões de euros, quando aumenta a dívida total em 30%, ou que coloque dinheiro no banco a render enquanto acumula cinco milhões de euros de dívidas a fornecedores. Todo e cada euro desse lucro é dinheiro que saiu do bolso dos funchalenses e não foi reinvestido na cidade do Funchal”.