Choque da inflação “foi brutal”. Redução das vendas ao retalho foi maior do que na ‘troika’, destaca presidente da Centromarca

"O choque inflacionista foi brutal. Ainda não tínhamos experimentado isto no quadro do euro e a inflação subiu bastante", referiu Nuno Fernandes Thomaz, presidente da associação portuguesa de empresas de produtos de marca, ao "Jornal de Negócios" e "Antena 1".

Choque da inflação “foi brutal”. Redução das vendas ao retalho foi maior do que na ‘troika’, destaca presidente da Centromarca
supermercados cabaz alimentar

A redução das vendas ao retalho foi maior no período inflacionista do que na altura do ajustamento (anos da ‘troika’), de acordo com informação avançada por Nuno Fernandes Thomaz, presidente da Centromarca, a associação portuguesa de empresas de produtos de marca, em entrevista à “Antena 1” e “Jornal de Negócios”

“O choque inflacionista foi brutal. Ainda não tínhamos experimentado isto no quadro do euro e a inflação subiu bastante”, referiu este dirigente.

Nuno Fernandes Thomaz destacou que “os consumidores tiveram que se adaptar” e especificou o seu com portamento: “Deixaram de consumir fora para voltarem a fazê-lo em casa. Começaram a consumir menos em termos de volume. Os números aqui enganam muito porque houve um crescimento das vendas ao retalho mas em termos de volume houve uma quebra grande”, destacou.

“No período de ajustamento, da ‘troika’, houve uma redução das vendas ao retalho de cerca de 5%. Tendo em conta o período inflacionista, essa redução do volume foi de 9%”, referiu o dirigente máximo desta associação.

Relacionado

Fernandes Thomaz: “A harmonização fiscal ao nível do IVA no setor agroalimentar é inadiável”

Fernandes Thomaz: “A harmonização fiscal ao nível do IVA no setor agroalimentar é inadiável”

Maria Teixeira Alves28 Out
A Centromarca vai realizar esta terça-feira a conferência "Geografia da Competitividade: Impactos na construção de valor das marcas". Em entrevista, Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca, promete centrar o debate no apelo à harmonização do IVA no sector agroalimentar e para isso conta com um estudo da EY, encomendado pela Centromarca, APED e FIPA, em articulação com a CIP.