CGTP espera “grande manifestação nacional” no sábado

Em Lisboa, a concentração está prevista para as 15h00 no Cais do Sodré, enquanto no Porto está prevista para as 10h00 na Praça da República.

CGTP espera “grande manifestação nacional” no sábado
CGTP espera “grande manifestação nacional” no sábado

A Intersindical Nacional (CGTP) vincou, em declarações à agência Lusa, que esperam grande adesão ao protesto agendado para o próximo sábado, dia 9.

Em Lisboa, a concentração está prevista para as 15:00 no Cais do Sodré, enquanto no Porto está prevista para as 10:00 na Praça da República.

Tiago Oliveira explica que o protesto de trabalhadores é dirigido tanto ao setor público como ao privado e marca o fim de “um mês de mobilização, de reivindicação e de luta com centenas de plenários” sob o mote “Aumentar os salários e as pensões | Defender os serviços públicos e as funções sociais do Estado | Resolver os problemas do País”.

“Há um conjunto de pré-avisos de greve” que foram emitidos “para assegurar a participação dos trabalhadores na manifestação”, mas há outros setores que avançaram com pré-avisos de greve que se prolongam durante 24 horas “para dar um sinal de descontentamento do próprio setor de atividade”, adianta ainda o secretário-geral da CGTP.

Entre os setores que avançaram com pré-avisos de greve estão aqueles que “laboram ao fim de semana”, como é o caso do setor do comércio, escritórios, o setor da indústria ou da hotelaria.

Tiago Oliveira defende que as “dificuldades do dia-a-dia [dos trabalhadores] têm por trás decisões políticas”.

“Se não conseguimos pagar a casa, se não conseguimos pôr comida na mesa, se queremos um médico e não temos, se temos 34 mil alunos com, pelo menos, um professor que não está… Tudo isto resulta de opções políticas que são tomadas”, indica.

E critica nomeadamente o acordo assinado em sede de concertação social entre a UGT, as quatro confederações empresariais e o Governo, em que a CGTP ficou de fora e que prevê que o salário mínimo nacional suba para 870 euros em 2025, bem como o acordo de valorização dos trabalhadores da Administração Pública assinado na quarta-feira entre a Fesap, a Frente Sindical (ambos afetos à UGT) e o Governo e no qual a Frente Comum (afeta à CGTP) ficou de fora.

Este acordo assegura aumentos de, pelo menos, 56,58 euros para vencimentos brutos mensais de até 2.620,23 euros e um mínimo de 2,15% para ordenados superiores para todos os funcionários públicos em 2025.

No caderno reivindicativo, a CGTP exige um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores a partir de janeiro do próximo ano, bem como o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 820 euros para 1.000 euros.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP indica ainda que a central sindical vai estar “muito atenta” à discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025) e que “mediante aquilo que for a avaliação” a CGTP decidirá “a necessidade ou não de continuar a ação” de luta.

 

Relacionado

Escândalo financeiro bilionário da Apex Partners no Brasil atinge Lisboa e compromete expansão europeia

Escândalo financeiro bilionário da Apex Partners no Brasil atinge Lisboa e compromete expansão europeia

Maria Teixeira Alves27 Ago
Primeiro escritório internacional da Apex Partners foi inaugurado na capital portuguesa em julho de 2025. Um ano depois, o grupo enfrenta um rombo de 985,6 milhões de reais (164,5 milhões de euros), fundos com resgates suspensos e bens do fundador bloqueados pela Justiça. Por cá, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários limita-se a dizer que "a CMVM encontra-se vinculada por deveres legais de sigilo profissional que a impedem de se pronunciar sobre a sua atuação em casos concreto”.