A candidatura da CDU às eleições regionais da Madeira, marcadas para 24 de setembro, mostrou-se contra as desigualdades que se vivem na Região e alertou para o aumento do custo de vida, criticando os responsáveis pelas políticas geradoras de dificuldades à maioria da população.
O cabeça-de-lista da CDU às eleições da Madeira, Edgar Silva, referiu que o partido “não se resigna às injustiças e às desigualdades”, acrescentando que “quando a vida azeda para a maior parte da população, quando o cinto aperta, quando se agravam as dificuldades com que se confrontam as famílias, em contraste com quem está a fazer lucros fabulosos, é preciso dizer que não tem que ser assim. Não estamos condenados a tanta injustiça. Não estamos obrigados a estas crescentes desigualdades”.
Edgar Silva reforçou que “não pode ficar tudo na mesma, como gostaria o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, quando 58% de toda a riqueza criada está nas mão dos 5% mais ricos. Não pode ficar tudo na mesma, quando os bancos asseguram por dia 10,7 milhões de euros de lucros, enquanto tanta gente é espremida que nem uvas no lagar. Não pode ficar tudo na mesma, quando os grandes grupos económicos conseguem abocanhar lucros colossais e mais de 31% da população nesta Região está em risco de pobreza”.
Já o candidato, Ricardo Lume, acrescentou que é “cada vez mais sufocante o aumento do custo de vida, principalmente na Região onde a média do salário líquido por trabalhador é a mais baixa do país”.
Ricardo Lume sublinhou que “se o Governo Regional, utilizasse os poderes autonómicos para fixar os preços máximos nos bens essenciais, tal como a CDU propôs no Parlamento Regional, seria possível travar o aumento do custo de vida. Mas, o Governo Regional PSD/CDS-PP prefere ser cúmplice dos que lucram com a especulação e assim promover a injustiça e as desigualdades”.
Para Ricardo Lume “não estamos condenados a esta política que promove as injustiças e as desigualdades, promovida pelo PSD e CDS-PP, ela pode e vai ser travada”. Ricardo Lume reforçou que há uma “política alternativa que coloque a Autonomia ao serviço dos trabalhadores e do povo”.
Ricardo Lume sublinhou que com esclarecimento, determinação, confiança e com o reforço da CDU, “com mais votos e mais deputados, já no próximo dia 24 de setembro vamos construir a política alternativa, para garantir uma vida melhor a quem vive e trabalha na nossa Região, porque a rutura com a política de exploração e empobrecimento é justa, possível, necessária e cada vez mais urgente”.
A candidata Herlanda Amado, candidata ao Parlamento Regional, afirmou que a “especulação imobiliária tem aumentado na Região, fazendo que seja quase impossível um trabalhador ter acesso a uma habitação condigna e a preços justos”.
Herlanda Amado acrescentou que “o Governo tem “vendido” a Região como um paraíso para os investidores do ramo imobiliário, mas os trabalhadores vão sendo empurrados para as periferias e são cada vez mais as famílias confrontadas com o drama das ações de despejo”.
A candidata da CDU disse que “devido ao agravamento do custo de vida, são cada vez mais as famílias a “fazer contas à vida” e a tentar “esticar” o salário misero que recebem, para suportar as despesas do dia a dia e devido aos valores do arrendamento na Região, torna-se impossível conseguir alugar uma casa, para além do escandaloso aumento das taxas de juros, que fazem com que muitos trabalhadores deixem de conseguir pagar a casa ao banco”.
Herlanda Amado considerou “inaceitável que os bancos “engordem” à custa da crescente “miséria” dos trabalhadores. É inaceitável que os governantes, tendo ao seu dispor mecanismos para travar este ataque aos trabalhadores, tornem-se coniventes com a especulação imobiliária, e em muitos casos se substituam aos agentes imobiliários, promovendo uma Região rica, enquanto os trabalhadores empobrecem”.