Carreira de investigação científica precisa de revisão legislativa, dizem investigadores e docentes

Estudo realizado na Universidade do Minho, a apresentar esta quarta-feira, 29 de março, conclui que é necessário haver novas carreiras de apoio à ciência, como gestão de ciência, divulgação e comunicação.

Carreira de investigação científica precisa de revisão legislativa, dizem investigadores e docentes
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A maioria (90%) dos investigadores e docentes está de acordo em que a Carreira de Investigação Científica necessita de uma revisão legislativa, esta é uma das conclusões do estudo “Perspetivas de carreiras para doutorados na Universidade do Minho”, a apresentar esta quarta-feira, 29 de março, na UMinho.

Nuno Cerca, investigador e membro do Conselho Geral da Universidade, faz a apresentação do estudo, seguindo-se um painel com intervenções da comunidade académica, incluindo o reitor Rui Vieira de Castro e o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira. A moderação cabe à presidente do Conselho Geral, Joana Marques Vidal.

O estudo põe em evidencia a importância de haver novas carreiras de apoio à ciência, como gestão de ciência, divulgação e comunicação, e carreiras técnicas científicas a nível interno e/ou nacional.

Verifica-se igualmente um consenso alargado de que o financiamento público é insuficiente para suportar de forma sustentada as posições necessárias neste âmbito.

A iniciativa, promovida pela Comissão Especializada de Educação, Investigação e Interação com a Sociedade, do Conselho Geral da UMinho, pretende contribuir para a reflexão em curso no ensino superior sobre a Carreira de Investigação Científica e novas carreiras de apoio na área, no quadro das políticas de emprego científico.

Segundo anunciado em 2022 pela ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, em 2023 terá início o processo de revisão do Estatuto da Carreira de Investigação Científica e a definição de um Regime de Carreira Docente no Ensino Superior Privado.

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