Carlos Tavares defende TAP “nas mãos de pacto de acionistas portugueses”

Gestor português defende, em entrevista ao "Público", que o Estado deve manter 40% do capital para que a empresa continue a ser um pilar importante do turismo e da economia portuguesa.

Carlos Tavares defende TAP “nas mãos de pacto de acionistas portugueses”
Carlos Tavares, Chief Executive Officer of Stellantis, attends the Paris Automotive Summit during the 2022 Paris Auto Show in Paris, France, October 18, 2022. REUTERS/Stephane Mahe

Carlos Tavares, antigo CEO da Stellantis, considera em entrevista ao jornal “Público” que a venda da TAP deve ser encarada como uma decisão estratégica e que é possível que a companhia aérea possa ficar “nas mãos de um pacto de acionistas portugueses”.

O gestor realça que a venda do capital da TAP deve ser cautelosa e que a participação de companhias estrangeiras no capital da companhia deve ser limitado a um máximo de 20%. Isso impediria, no entender de Carlos Tavares, que a TAP fosse usada em benefício de concorrentes turísticos

Além dessa limitação com um teto máximo de 20%, Carlos Tavares defende também que o Estado deve manter 40% do capital para que a empresa continue a ser um pilar importante do turismo e da economia portuguesa.

O gestor português, que integra um consórcio que concorre à compra da da SATA Internacional, considera ao “Público” que esta é uma oportunidade de investimento (devido ao potencial e localização estratégica) mas coloca de parte a possibilidade de gerir a empresa. Ao invés disso, quer contribuir para a sua sustentabilidade: “Estou numa atitude de investidor”, destaca.

Relacionado